Um levantamento recente do *Atlas da Violência 2025*, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que mais de 21 mil jovens foram assassinados no país no ano passado, o que equivale a cerca de 60 mortes diárias. Os dados, divulgados na segunda-feira (12 de abril de 2025), mostram que a maioria desses crimes foi cometida com armas de fogo, responsáveis por 81,6% das mortes precoces nessa faixa etária.
Entre 2013 e 2023, aproximadamente 12 milhões de anos de vida potencial foram perdidos devido a homicídios de jovens de 15 a 29 anos. Nesse período, mais de 312 mil pessoas nessa idade foram vítimas de violência letal. Em 2023, quase metade de todos os assassinatos registrados no Brasil atingiram jovens, sendo a grande maioria (94%) do sexo masculino.
Apesar dos números alarmantes, o estudo aponta uma pequena redução de 6,2% nas mortes violentas de jovens entre 2022 e 2023. No entanto, especialistas alertam que cada vida perdida representa não apenas uma tragédia pessoal, mas também um prejuízo para o desenvolvimento do país, já que muitas dessas vítimas deixam de concluir seus estudos e ingressar no mercado de trabalho.
Desigualdades regionais
Enquanto a média nacional de homicídios de jovens ficou em 72,4 mortes por 100 mil habitantes, 17 estados ultrapassaram esse patamar. As situações mais críticas foram registradas no Amapá (134,5 mortes por 100 mil jovens) e na Bahia (113,7 mortes por 100 mil jovens), destacando a persistência de desigualdades regionais na violência letal.
O relatório ressalta que, embora haja uma tendência de queda nos últimos anos, o problema ainda exige políticas públicas mais eficazes para proteger a população jovem e reduzir os impactos sociais e econômicos causados por essas mortes evitáveis.
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