• Home
  • Quem Somos
  • Curtinhas
  • Colunas
  • Política

Digite e pressione enter para pesquisar

Seu portal de Notícias

  • Home
  • Quem Somos
  • Curtinhas
  • Colunas
  • Política
Fale Conosco
Gerais

Após 20 anos, número de fumantes no Brasil volta a aumentar

editar
maio 31, 2025
0 Comments

Brasil enfrenta aumento preocupante no consumo de tabaco, impulsionado por cigarros eletrônicos

Um relatório recente do Ministério da Saúde, divulgado em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, trouxe dados alarmantes: após anos de declínio, o percentual de fumantes no país subiu 25% em 2024, retornando aos níveis registrados em 2012. Esse crescimento, considerado significativo pela primeira vez em duas décadas, está sendo atribuído em grande parte à popularização dos dispositivos de vaping, mesmo com sua proibição no país.

De acordo com as estatísticas oficiais, o índice de adultos que consomem tabaco saltou de 9,3% no ano passado para 11,6% atualmente. A prática ainda é mais frequente entre o público masculino (13,8%), mas também vem ganhando força entre as mulheres (9,8%).

Vapes: o vilão por trás do retrocesso

Médicos e pesquisadores apontam os cigarros eletrônicos como os principais responsáveis por esse cenário preocupante. Apesar de ilegais, esses dispositivos são facilmente encontrados e têm conquistado principalmente adolescentes, graças a aromas atraentes e designs inovadores que disfarçam seus malefícios.

“O vape representa uma ameaça grave à saúde pública, com efeitos que podem perdurar por anos, especialmente entre os jovens, mais propensos ao vício”, alerta Ricardo Amorim, pneumologista e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Riscos à saúde associados ao uso prolongado de cigarros eletrônicos
Comprometimento pulmonar: Desenvolvimento de bronquite crônica, enfisema, DPOC e fibrose.
Danos ao coração: Elevação da pressão arterial, risco aumentado de infarto, AVC e lesões vasculares.
Impactos neurológicos: Dependência química, alterações cerebrais em jovens, agravamento de ansiedade e irritabilidade.
-Possibilidade de câncer: Exposição a agentes carcinogênicos presentes no vapor.
Doença pulmonar grave ligada diretamente ao uso desses dispositivos, com risco de danos irreversíveis.

Jovens na mira do vício

Pesquisas recentes indicam que mais de um quarto dos estudantes do ensino médio já experimentaram vapes. A combinação de sabores diversificados e embalagens chamativas oculta uma realidade perigosa: alguns desses produtos contêm concentrações de nicotina até 120 vezes superiores às dos cigarros tradicionais.

“Estamos diante do risco de criar uma nova geração de dependentes, devido ao alto poder viciante desses aparelhos”, ressalta Rafael Rodrigues de Miranda, pneumologista e professor do Grupo MedCof.

O desafio de manter o Brasil como referência no combate ao tabagismo

O país foi reconhecido globalmente por políticas bem-sucedidas, como a restrição à publicidade de cigarros, imagens de advertência nos maços e a criação de ambientes livres de fumaça. No entanto, a ascensão dos vapes representa um obstáculo inédito, já que esses produtos não são associados imediatamente ao tabaco e, inicialmente, foram erroneamente vistos como uma alternativa segura.

“Os cigarros eletrônicos trazem riscos sérios para o sistema cardiovascular e respiratório. Embora tenham menos substâncias cancerígenas que os cigarros comuns, ainda não há certeza sobre seu potencial oncogênico a longo prazo. Além disso, há o perigo específico da EVALI, uma doença pulmonar grave vinculada ao vaping”, explica Sandra Guimarães, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Pressão sobre o sistema de saúde e a necessidade de ação

Ainda não há consenso sobre os efeitos crônicos do vaping, mas evidências em animais e casos clínicos já acendem o alerta. Doenças como DPOC, tradicionalmente ligadas ao tabagismo, agora também estão relacionadas ao uso combinado de cigarros convencionais e eletrônicos, elevando em quatro vezes o risco de complicações pulmonares.

Enquanto o consumo avança, especialistas cobram medidas urgentes, como campanhas educativas em escolas e redes sociais, além de maior rigor na fiscalização. “Precisamos agir rápido para evitar que uma geração inteira sofra as consequências do vício em nicotina e dos danos causados por esses dispositivos”, conclui Miranda.

O cenário exige uma resposta coordenada para que o Brasil não perca seu lugar de destaque no combate ao tabagismo e proteja a saúde das futuras gerações.

Compartilhar artigo

Siga-me Postado por

editar

Outros artigos

Anterior

Entra em vigor, lei que permite uso da Bíblia em escolas de BH

Próxima

Leia a carta na íntegra em português que os EUA enviaram a Moraes

Sem comentários! Seja o primeiro.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dia Dos Namorados Love GIF by Vivo br
Flamengo e West Ham chegam a acordo por Paquetá e conclusão fica por detalhes
Real Madrid quer vender Vinicius Júnior em 2026
Abel Ferreira deve assinar renovação até 2027 com o Palmeiras
Pedro e Arrascaeta comandam vitória sobre o palmeiras e título fica em aberto

Um portal de notícias feito para toda a bahia notícias, entrevistas,e muito mais! Compartilhe essa ideia

Posts Recentes

Esposa de famoso sertanejo brasileiro é presa nos EUA
By Vemvê Brasil
PT-CE suspende filiação de Pedro Lobo após acusação de importunação sexual em aeroporto
By Vemvê Brasil

Buscar no site

Pesquisar algo...

Rua Washington Luis 32, sala 405 - Vitória da Conquista-BA

Contato: (77) 98821-7797

© 2025, Todos os direitos estão reservados ao portal
Vemvê Brasil

  • Tecnologia
  • Saúde
  • Econômia
  • Esporte

www.vemvebrasil.com