Na noite deste domingo (8), a Marinha israelense impediu a chegada de 12 ativistas à Faixa de Gaza, entre eles o brasileiro Thiago Ávila e a ambientalista sueca Greta Thunberg. O governo israelense classificou a embarcação como “iate das selfies” e afirmou que todos os passageiros foram tratados com “sanduíches e água” antes de serem detidos.
Em postagem no X (antigo Twitter), o Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou: *”Todos os passageiros do ‘iate das selfies’ estão seguros e ilesos. O espetáculo acabou.”* A ação ocorreu em águas internacionais, segundo relatos dos ativistas, que acusaram Israel de “sequestro”.
Pedidos de ajuda e reação dos governos
Enquanto ainda estavam a bordo, os militantes enviaram mensagens pedindo intervenção de seus países. Thiago Ávila, único brasileiro no grupo, exigiu que o governo brasileiro rompesse relações diplomáticas com Israel caso ele fosse preso. Sua esposa, Lara, fez um apelo público: *”Cobrem o Itamaraty, os parlamentares, todas as figuras públicas. Precisamos trazer o Thiago de volta.”*
Greta Thunberg também se manifestou, afirmando que o grupo foi “interceptado ilegalmente” e exigiu ação imediata da Suécia para garantir a libertação dos detidos.
All the passengers of the ‘selfie yacht’ are safe and unharmed. They were provided with sandwiches and water. The show is over. pic.twitter.com/tLZZYcspJO
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) June 9, 2025
Posicionamento do Itamaraty
Nesta segunda-feira (9), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu nota afirmando que monitora “com atenção” o caso e cobrou a libertação imediata dos tripulantes. O texto também pressionou Israel a permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, citando “obrigações como potência ocupante”.
“O Brasil recorda o princípio da liberdade de navegação e insta Israel a libertar os detidos. Nossas embaixadas estão prontas para prestar assistência consular, conforme a Convenção de Viena”, destacou o comunicado.
O episódio reacendeu o debate sobre o bloqueio israelense a Gaza e a atuação de ativistas em zonas de conflito. Até o momento, não há informações sobre um possível processo de deportação dos envolvidos.
Sem comentários! Seja o primeiro.