Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um aumento significativo no custo de produtos tradicionalmente associados ao churrasco, com destaque para a carne bovina de corte nobre. Em maio de 2025, a picanha registrou uma elevação de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O aumento não se restringe à proteína bovina. Outros itens que compõem o conjunto típico de um churrasco também apresentaram alta: a linguiça teve variação de 3,8%, o carvão vegetal subiu 6,9% e a cerveja encareceu 4,7%.
A escalada de preços impacta ainda o armazenamento e a refrigeração de bebidas e alimentos. A tarifa de energia elétrica subiu 3,4% no mesmo intervalo, o que pressiona o consumo doméstico e encarece o uso de equipamentos como geladeiras e freezers.
Alternativas de menor custo também deixaram de representar alívio. O pão francês, tradicional acompanhamento, sofreu reajuste de 5,9%, enquanto o macarrão, muitas vezes utilizado como substituto mais barato às carnes, teve aumento médio de 2%.
A carne de frango, principal substituto da bovina nos lares brasileiros, também seguiu tendência de alta. O quilo da ave ficou, em média, 11% mais caro, reduzindo o espaço para estratégias de contenção de gastos por parte das famílias.
O conjunto dos dados reforça o impacto da inflação alimentar sobre os hábitos de consumo dos brasileiros, especialmente nos itens associados ao lazer e à cultura alimentar dos fins de semana.
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