GUERRA NO IRÃ, TRUMP: ‘O Irã precisa fazer um acordo, antes que não sobre nada’
Trump alerta Irã sobre “destruição sem precedentes” e exige acordo nuclear após ataques israelenses
Em um tom de ultimato, o ex-presidente norte-americano Donald Trump advertiu o governo iraniano nesta sexta-feira (13) a aceitar um acordo sobre seu programa nuclear, sob risco de enfrentar consequências ainda mais devastadoras. A declaração ocorre horas após um ataque aéreo israelense atingir instalações estratégicas no Irã, resultando na morte de altos comandantes militares e cientistas ligados ao projeto atômico do país.
Ataque coordenado e ameaças
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o regime de Teerã deve “agir rapidamente para evitar a aniquilação”. “O Irã precisa fechar um acordo antes que não reste mais nada. Chega de destruição. A hora é agora”, escreveu. O ex-mandatário revelou que, há dois meses, entregou um prazo de 60 dias para negociações — que, segundo ele, expirou nesta sexta.
O ataque militar israelense, realizado nas primeiras horas da madrugada (horário local), teve como alvo centros de pesquisa nuclear e bases da Guarda Revolucionária. Entre os mortos estão o general Hossein Salami, comandante da força de elite iraniana, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares também foram eliminados.
Crise diplomática e risco de escalada
O governo iraniano classificou a operação como uma “declaração de guerra” e acionou a Organização das Nações Unidas (ONU), exigindo uma resposta imediata. Em contrapartida, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação como uma medida necessária para “garantir a sobrevivência de Israel”.
Fontes militares israelenses afirmam que o Irã está a “dias de produzir uma ogiva nuclear” e que novos ataques podem ocorrer se o regime persistir no desenvolvimento bélico. Enquanto isso, Trump reforçou a pressão: “Os EUA fabricam as armas mais letais do mundo, e Israel sabe como usá-las. A situação só vai piorar”.
Negociações sob tensão
As tensões se intensificam em meio a tentativas fracassadas de diálogo. Desde janeiro, EUA e Irã realizaram cinco rodadas de negociações, sem avanços. Uma sexta reunião estava marcada para domingo (15), mas sua realização é incerta após os bombardeios.
Enquanto o aiatolá Ali Khamenei prometeu retaliação, afirmando que EUA e Israel “pagarão caro”, analistas alertam para o risco de uma guerra regional. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos de uma crise que pode redefinir o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio.
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