De Ilhéus a Ibititá: 5 cidades na mira do TCM por desvio de dinheiro
Ilhéus
O ex-prefeito Mário Alexandre (PSD) foi condenado a restituir R$ 1,65 milhão aos cofres do município após auditoria identificar superfaturamento em licitação para coleta de lixo urbano. O contrato, que envolvia caminhões compactadores e equipes de apoio, apresentou valores acima do mercado. Além da devolução, Alexandre recebeu multa de R$ 50 mil.
Ibititá
Edicley Souza Barreto, o “Cafu Barreto” (PSD), ex-prefeito de Ibititá, terá que pagar R$ 830 mil do próprio bolso devido a pagamentos irregulares à empresa Machado Levi Serviços, prestadora de serviços médicos entre 2019 e 2020. O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) apontou falhas no processo de dispensa de licitação, como falta de comprovação da especialização da contratada. Barreto também foi multado em R$ 3 mil.
Maiquinique
A prefeita Valéria Silveira (PV) teve contratos de locação de veículos e máquinas suspensos pela Justiça após suspeitas de superfaturamento, somando mais de R$ 3 milhões. Um dos casos envolvia o aluguel de um carro por R$ 33 mil mensais e notas fiscais adulteradas. A empresa GSG Transportes recebeu R$ 823 mil em seis meses. A gestão foi proibida de realizar novos pagamentos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Santo Amaro
O prefeito Flaviano Bonfim foi condenado a devolver R$ 227 mil por abastecimento de veículos sem comprovação de uso em serviços municipais entre 2019 e 2020. O TCM identificou abastecimento de carros particulares e falta de documentos, como notas fiscais. Bonfim recebeu multa de R$ 3 mil.
Teofilândia
Higo Moura (PSB), prefeito de Teofilândia, está sob investigação após gastar R$ 58 mil em combustível para o carro oficial em 2024 — média de R$ 5 mil mensais. O veículo consumiu mais de 11 mil litros de diesel, levantando questionamentos sobre o uso do recurso público.
Tribunal exige transparência
As decisões reforçam a atuação do TCM no combate a desvios. Os gestores terão que comprovar a regularidade de gastos sob risco de responder por improbidade administrativa.
Com informações do A TARDE
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