A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação, na manhã desta sexta-feira (18), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados de busca e apreensão foram executados na residência do político, em Brasília, e em locais vinculados ao Partido Liberal (PL), legenda sob a qual foi eleito.
A ação está relacionada a uma investigação instaurada no STF em 11 de fevereiro, que apura supostos crimes de coação, obstrução da Justiça e atentado à soberania nacional. Segundo fontes próximas ao caso, o inquérito tem conexão com declarações feitas após o anúncio de medidas econômicas internacionais.
Como parte das medidas cautelares decretadas pela Corte, Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica, ficará proibido de acessar redes sociais e deverá respeitar recolhimento domiciliar das 19h às 7h. Além disso, o ex-presidente está impedido de manter contato com outros investigados — incluindo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro —, bem como com diplomatas e representantes de embaixadas estrangeiras.
Em nota, a defesa de Bolsonaro classificou as decisões como “severas” e afirmou ter tomado conhecimento das restrições com “surpresa e indignação”. Os advogados declararam que o ex-mandatário sempre cumpriu determinações judiciais e que se manifestarão formalmente após análise detalhada do conteúdo da decisão.
O caso segue sob sigilo, e novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias. A PF não divulgou mais informações sobre os objetos apreendidos durante as buscas.
Sem comentários! Seja o primeiro.