O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (30) a imposição de sanções econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, acusado de supostas violações graves aos direitos humanos. A medida, descrita por autoridades americanas como uma “pena de morte financeira”, visa bloquear ativos e restringir transações envolvendo o magistrado.
Em comunicado oficial, o Secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, acusou Moraes de liderar uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiros e americanos. “Ele se colocou como juiz e júri em processos marcados por censura, prisões arbitrárias e perseguição política, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Bessent.
A sanção surge semanas após o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, revogar vistos de ministros do STF e seus familiares – com Moraes sendo explicitamente citado. A justificativa americana refere-se ao processo contra Bolsonaro, investigado por suposta tentativa de golpe após a derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
O Tesouro dos EUA reforçou que continuará a punir “ameaças aos interesses norte-americanos e às liberdades de seus cidadãos”. A medida amplia a pressão internacional sobre o Judiciário brasileiro, já alvo de críticas de setores conservadores.
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