Nikolas lança campanha por impeachment de Moraes e já conta com 34 senadores
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) intensificou nesta sexta-feira (1º) a pressão pela abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em uma mobilização nas redes sociais, o parlamentar divulgou uma petição que já reúne assinaturas de 34 senadores, ultrapassando um terço do total da Casa.
A adesão mais recente foi a do senador Carlos Viana (Podemos-MG), comemorada por Ferreira em uma publicação no X (antigo Twitter). “Minas Gerais avança na defesa da Constituição. Agradeço ao senador Carlos Viana pelo apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes. O Brasil exige equilíbrio e respeito às leis”, escreveu o deputado, que também compartilhou um link (https://votossenadores.com.br) para acompanhar o posicionamento de cada senador.
Parabéns ao Senador Carlos Viana, de Minas Gerais, que acaba de externar publicamente apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes. O Brasil precisa de equilíbrio e respeito a constituição.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 1, 2025
Na quarta-feira (27), Ferreira apresentou um novo pedido de afastamento do ministro, acusando-o de abuso de autoridade, ativismo judicial, censura e condução de inquéritos sem amparo legal. Este é o 13º requerimento direcionado especificamente a Moraes na atual legislatura – que já soma 26 pedidos de impeachment contra integrantes do STF.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não se pronunciou sobre o trâmite das solicitações. Pela legislação, caberia a ele analisar a admissibilidade das denúncias antes de enviá-las à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso avance, o ministro teria 10 dias para se defender, e a CCJ emitiria um parecer. Se aprovado, o processo seguiria para o plenário, onde seriam necessários 54 votos (dois terços do Senado) para consumar a cassação. O julgamento teria a presença do presidente do Supremo.
A movimentação reacende o debate sobre os limites entre os Poderes e a independência do Judiciário, em meio a críticas de setores conservadores ao STF. Ainda não há sinais de que a proposta ganhará tração, mas o crescimento de apoios no Senado mantém o tema em evidência.
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