Na tarde de quarta-feira, 20 de agosto, o Congresso Nacional concluiu a sessão de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar irregularidades em descontos de aposentadorias e pensões do INSS. A sessão resultou em revezes para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
O primeiro revés ocorreu com a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da comissão. Ele venceu o senador Omar Aziz (PSD-AM), que era o candidato de Davi Alcolumbre e apoiado pelo governo.
A segunda derrota para o governo foi a nomeação do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) para a relatoria da CPMI, uma decisão de Viana. A escolha contrariou a indicação de Hugo Motta, que havia anunciado o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para o cargo.
O deputado Zé Trovão (PL-SC) comentou a situação, afirmando que a união da oposição foi fundamental. “Foi algo não imaginado”, disse ele, ressaltando que a CPMI não poderia começar de forma tendenciosa, como já parecia que seria conduzida pelos nomes inicialmente cogitados para a presidência e a relatoria.
A comissão é composta por 32 membros titulares, com 16 senadores e 16 deputados. Entre os integrantes estão importantes líderes partidários, como Rogério Carvalho (PT), Eduardo Braga (MDB), Tereza Cristina (PP) e o próprio Omar Aziz (PSD). Além disso, nomes de destaque, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Paulo Pimenta (PT-RS), também farão parte do colegiado.
Sem comentários! Seja o primeiro.