Em uma nova manifestação, o governo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar o ministro do STF, Alexandre de Moraes. A crítica surge depois que a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Conselheiro de Trump chama Moraes de ‘Rei Louco’
Nesta quinta-feira (21/8), Jason Miller, um dos conselheiros de Trump, usou a rede social X para se manifestar, acusando Moraes de “destruir” a democracia. Miller se referiu a Moraes como “O Rei Louco”, afirmando que o ministro é um “aspirante a ditador de terceira categoria” que busca poder pessoal, mesmo que isso signifique prejudicar o povo brasileiro. Ele ainda marcou o STF e o próprio ministro na publicação.
Indiciamento da PF e oposição de Bolsonaro
A PF indiciou pai e filho na quarta-feira (20/8), concluindo que as ações de ambos foram além do contexto de uma ação penal específica, com o objetivo de influenciar instituições como o STF e o Congresso Nacional para atender a interesses pessoais.
Durante a investigação, a PF encontrou áudios no celular de Jair Bolsonaro que mostravam conflitos dentro da família, além de conversas com o líder evangélico Silas Malafaia.
Governo Trump se mobiliza por sanções
Desde que Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar, em 4 de agosto, o governo Trump e seus aliados intensificaram a mobilização para aplicar sanções contra autoridades brasileiras, alegando uma “opressão política” contra o ex-presidente.
Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, emitiu uma declaração este mês, chamando Moraes de “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”. Ele ressaltou que as “flagrantes violações de direitos humanos” de Moraes levaram a sanções pela Lei Magnitsky, aprovadas por Trump. Beattie também alertou outros ministros do STF que eles seriam “monitorados de perto” e poderiam enfrentar sanções se apoiassem as ações de Moraes.
O que vem a seguir para o caso
O relatório da investigação da PF foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora decidirá se o caso será levado adiante com uma denúncia formal ao STF ou se será arquivado.
Em resposta às acusações, Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para se defender, alegando que sua atuação nos EUA não teve a intenção de interferir em processos no Brasil. Ele criticou a PF por considerar a divulgação de “conversas privadas, absolutamente normais” como crime. Os aliados de Bolsonaro veem o indiciamento como uma “cortina de fumaça” criada pelo ministro do STF.
Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, uma decisão de Alexandre de Moraes após o ex-presidente violar as medidas cautelares impostas.
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