A agência chinesa de regulação de mercado, a SAMR (Administração Estatal para Regulação do Mercado), comunicou na segunda-feira, 15 de setembro de 2025, que iniciou uma investigação contra a Nvidia por possível violação da lei antitruste do país.
Em um comunicado, a agência chinesa explicou que a empresa americana não atendeu às condições exigidas quando realizou a compra da companhia israelense Mellanox Technologies. Como resultado, a SAMR afirmou que aprofundará a investigação sobre o caso.
De acordo com a Reuters, a medida pode ser uma tática estratégica para reforçar a posição da China nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A agência de notícias também reportou que, após o anúncio, as ações da Nvidia caíram 2,1% no pré-mercado daquela segunda-feira.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, tem procurado manter um bom relacionamento com o governo chinês e visitou o país em várias ocasiões para demonstrar o compromisso da empresa com o mercado local, apesar das restrições de exportação de tecnologia impostas por Washington.
A legislação antitruste da China prevê multas que variam de 1% a 10% do valor de vendas anuais das empresas que forem alvos de investigação. O processo contra a Nvidia foi anunciado em dezembro de 2024, após os Estados Unidos imporem limites às exportações de tecnologia para cerca de 140 empresas chinesas, incluindo mais de 100 que foram adicionadas a uma lista de comércio restrito.
Abaixo, a íntegra da declaração da SAMR, traduzida para o português:
“A Nvidia violou a Lei Antimonopólio; a Administração Estatal para Regulação do Mercado decidiu implementar novas investigações.
Após uma investigação preliminar, foi verificado que a Nvidia não cumpriu a Lei Antimonopólio da República Popular da China e a decisão da Administração Estatal para Regulação do Mercado que aprovava sua aquisição da Mellanox Technologies sob condições restritivas. A Administração Estatal para Regulação do Mercado decidiu, portanto, conduzir uma investigação mais detalhada sobre o assunto.”
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