Homem que chamou Lula de “ladrão” vai ter que fazer 60 horas de serviços comunitários
Em um caso que teve início após Igor de Oliveira Rodrigues, morador de Campos dos Goytacazes (RJ), xingar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão”, foi feito um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça. Conforme divulgado pela CNN Brasil, Rodrigues aceitou cumprir 60 horas de serviço comunitário, mas recusou-se a se desculpar durante uma audiência realizada na quinta-feira, dia 18.
O incidente
O fato ocorreu em 14 de abril, quando a comitiva presidencial estava na BR-101. Rodrigues se aproximou do comboio em seu carro e gritou as ofensas, sendo imediatamente detido pela Polícia Federal. Após prestar depoimento, ele foi liberado. Todo o ocorrido foi gravado em vídeo.
A Polícia Federal (PF) registrou a ocorrência como um possível crime de injúria. Rodrigues é uma figura de destaque na política de direita em Campos e participa do movimento Amor pelo Brasil.
O acordo legal
O MPF propôs uma transação penal, um tipo de acordo que se aplica a crimes de menor gravidade, processados nos Juizados Especiais Criminais. Nesses casos, o réu pode optar por cumprir uma pena mais leve, como serviços comunitários ou multa, em vez de enfrentar um processo criminal completo.
A defesa de Rodrigues
Em declaração à CNN Brasil em agosto, Rodrigues defendeu suas ações, alegando que estava exercendo seu direito à liberdade de expressão e que sua fala era uma crítica política, não um ataque pessoal. Ele justificou que o presidente foi “descondenado” e não “inocentado”, e que outros políticos, como Marina Silva, Geraldo Alckmin e Silas Malafaia, já fizeram declarações similares. Segundo ele, sua intenção não era ofender a honra do presidente, mas sim manifestar uma opinião política e sua indignação.
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