O movimento dos patriotas anunciou uma paralisação nacional marcada para o dia 20 de outubro. Entre as principais pautas defendidas pelos organizadores estão a anistia para presos e exilados políticos, a realização de eleições consideradas “limpas” e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O portal vemvebrasil.com entrou em contato com um dos líderes do movimento no Rio Grande do Sul para esclarecer se há algum nome da política formalmente encabeçando a mobilização. A resposta foi negativa. Segundo o organizador ouvido pela reportagem, a iniciativa tem origem no agronegócio e na categoria dos caminhoneiros. Ele afirma ainda que políticos alinhados ao grupo teriam dificuldades em se manifestar abertamente por “medo de perseguição” por parte do Supremo.
Apesar disso, os organizadores garantem que a manifestação conta com o apoio de lideranças da direita. “É um movimento popular, mas não está isolado. Temos respaldo de pessoas influentes, ainda que discretamente”, afirmou a fonte consultada.
Questionado sobre a possibilidade de bloqueios em rodovias e avenidas, prática que marcou protestos anteriores, o representante negou. Segundo ele, a estratégia desta vez será “mais inteligente e eficaz”, buscando atrair a população para as ruas sem comprometer diretamente o tráfego. A orientação é que veículos fiquem nos acostamentos ou em garagens, parados, simbolizando adesão ao protesto.
De acordo com os organizadores, a intenção é provocar uma “consciência nacional” de que o país precisa “parar e tomar um choque de realidade” para uma possível mudança.
Na visão dos articuladores, a paralisação do dia 20 carrega mais do que um ato de protesto: representa um chamado à união e à esperança de que milhões de brasileiros possam se engajar em busca de transformações profundas. Eles acreditam que, se a adesão for expressiva, o movimento poderá marcar o início de uma nova etapa de mobilização popular no país.
Assista um dos vídeos da chamada da paralização
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