Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, faleceu na noite de segunda-feira na cidade de Patrocínio, no Alto Paranaíba (Minas Gerais), após ingerir a planta venenosa conhecida popularmente como “falsa couve”. A morte ocorreu em decorrência de uma lesão cerebral severa que causou o agravamento de seu quadro de saúde no domingo, permanecendo em coma desde a quarta-feira anterior. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde local.
O velório de Claviana foi realizado nesta terça-feira, dia 14.
Quatro pessoas, no total, consumiram a planta. Duas delas continuam hospitalizadas. Uma é um homem de 60 anos, em estado grave, mantido em coma induzido e dependente de ventilação mecânica para respirar. Os médicos relatam que ele não tem condições de ter a sedação interrompida e está em tratamento também para pneumonia.

O outro paciente masculino, de 64 anos, está estável desde sábado, quando foi retirado do tubo. A equipe médica considera a possibilidade de alta nos próximos dias.
Um terceiro homem, de 67 anos, manifestou sintomas mais leves e recebeu alta no dia 9 de outubro, um dia após a intoxicação.
No momento do atendimento de emergência, todos os intoxicados tiveram paradas cardiorrespiratórias, mas foram reanimados pelas equipes de socorro ainda no local.
O envenenamento aconteceu durante um almoço de família em uma chácara na área rural de Patrocínio, para onde a família havia se mudado recentemente. A planta foi colhida no terreno e servida refogada.
A Secretaria de Saúde informou que vestígios da “falsa couve” foram encontrados nos dentes da mulher e encaminhados, junto com outras amostras da planta, para análise no laboratório da Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso. A principal hipótese considerada na investigação é de envenenamento acidental.
A “falsa couve” é da espécie Nicotiana glauca, pertencente à mesma família da folha de fumo. Contudo, a substância tóxica presente nessa planta é aproximadamente cinco vezes mais potente que a nicotina, e sua ingestão provoca um quadro grave de envenenamento.
Um caso similar de morte por ingestão acidental dessa planta já havia sido registrado em 2018, em Divinópolis, na região centro-oeste de Minas.
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