Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira que concedeu autorização à Agência Central de Inteligência (CIA) para executar missões secretas na nação sul-americana, o que indica um acentuado aumento nos esforços de Washington para exercer pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.
A diretriz sigilosa foi inicialmente revelada pelo jornal *The New York Times*, que mencionou diversas fontes oficiais americanas com conhecimento da deliberação direcionada ao país.
Trump justificou a permissão dessas ações devido ao expressivo volume de entorpecentes que, segundo ele, entra nos EUA a partir da Venezuela, sendo grande parte desse tráfico realizado por rotas marítimas.
“No momento, estamos focados no território, pois controlamos muito bem o mar”, declarou Trump.
Quando indagado por que não recorreu à Guarda Costeira para interceptar embarcações suspeitas de narcotráfico, uma tática utilizada pelos EUA há décadas, Trump classificou tais iniciativas como uma postura “demasiadamente cautelosa” ou “padrão”, e alegou que não haviam tido eficácia.
“Penso que a Venezuela está sentindo a pressão…”, complementou Trump, mas recusou-se a responder se a CIA possui *carta branca* para eliminar Maduro.
O presidente americano também acusou a Venezuela de liberar um grande número de detentos, incluindo pacientes de instituições de saúde mental, em direção aos Estados Unidos, embora não tenha especificado a fronteira utilizada para essa travessia.
Nem o Ministério da Comunicação e Informação de Maduro nem os porta-vozes da líder opositora María Corina Machado forneceram respostas imediatas aos pedidos de manifestação sobre as declarações de Trump.
Desde o mês de setembro, os Estados Unidos têm mobilizado embarcações e um submarino militares para a costa da Venezuela, sob o pretexto de “combate ao narcotráfico”, ao mesmo tempo em que acusa o executivo de Nicolás Maduro de liderar um cartel de tráfico de drogas.
Maduro, por sua vez, nega veementemente as alegações e afirma que Washington emprega esse argumento como pretexto para orquestrar uma “mudança de regime” na nação sul-americana, detentora das maiores reservas de petróleo do mundo.
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