Operação Dublê: visa desmantelar uma rede criminosa especializada na falsificação de automóveis e na aplicação de fraudes contra empresas de seguros
Sob o nome “Operação Dublê”, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), através do Gaeco Sul (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), realizou na última quinta-feira (16) uma busca e apreensão em Teixeira de Freitas. Esta ação, coordenada pelo Gaeco do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), tem como finalidade desmantelar um grupo criminoso dedicado à venda de carros com documentação forjada e à aplicação de fraudes contra empresas de seguro em ambos os estados.
Na Bahia, o alvo do mandado é investigado por atuar no transporte e comércio de veículos ilegais. As investigações revelam que ele era responsável pela montagem e falsificação de automóveis, empregando documentos de outros carros para, em seguida, obter a “legalização” e colocá-los no mercado. No Espírito Santo, as ordens judiciais foram cumpridas em Vitória, Colatina e Serra. A Justiça capixaba também determinou o afastamento de um policial civil de suas funções por um período de 180 dias.
De acordo com as apurações, o esquema da quadrilha opera desde 2022, pelo menos, e incluía a clonagem de automóveis — abrangendo chassis, placa e documentação — com registros de roubos. O grupo era também suspeito de simular ocorrências de furtos para receber indenizações das seguradoras e recolocar os veículos adulterados à venda.
Os levantamentos apontam para o envolvimento de um empresário do ramo de veículos e do policial civil, que supostamente aceitava suborno para criar boletins de ocorrência de roubos que eram reportados às seguradoras. Além das fraudes, são investigados delitos como furto, roubo, receptação e corrupção (ativa e passiva).
O método de ação consistia em, após receber o valor do seguro, alterar o chassi e a placa do veículo em questão para comercializá-lo. Um dos indivíduos sob investigação recebeu R$ 118 mil de uma seguradora por um roubo que, supostamente, foi simulado.
As investigações tiveram início após a apreensão, em Santa Tereza (ES), em junho de 2023, de um carro que apresentava sinais de adulteração. Foi identificada a negociação de diversos veículos adulterados, inclusive caminhonetes de luxo.
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