Governadores de direita se unem e anunciam ‘Consórcio da Paz’
Sete chefes de governo dos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil tornaram pública, nesta quinta-feira, 30 de outubro, na cidade do Rio de Janeiro, a formação do “Consórcio da Paz”. Trata-se de uma coalizão entre os executivos estaduais com o propósito de unificar iniciativas e compartilhar aprendizados no campo da segurança pública.
Anúncio e Participantes
A oficialização do grupo ocorreu durante uma coletiva de imprensa no Palácio Guanabara, sucedendo um encontro que contou com a presença dos seguintes líderes:
- Cláudio Castro (Rio de Janeiro)
- Ronaldo Caiado (Goiás)
- Romeu Zema (Minas Gerais)
- Jorginho Mello (Santa Catarina)
- Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul)
- Celina Leão (vice-governadora do Distrito Federal)
- Tarcísio de Freitas (São Paulo) participou à distância, por meio de videoconferência.
Propósitos e Propostas
Segundo o anfitrião Cláudio Castro, a meta do consórcio é “compartilhar experiências, soluções e ações de combate ao crime organizado e de libertação do nosso povo, para que possamos compartilhar ajudas”. Ele sugeriu que a base operacional do grupo seja estabelecida no Rio de Janeiro e que a parceria siga o formato de outros convênios estaduais já em vigor no país.
Castro ressaltou ainda que a iniciativa visa garantir a transparência das operações policiais e fortificar o entendimento institucional. O governador mencionou o recebimento da comissão de segurança da Câmara, onde os deputados puderam questionar livremente sobre a recente operação. Ele também confirmou que terá uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes na próxima segunda-feira, 3, para tratar da ADPF 635.
A ADPF 635, conhecida como a “ADPF das Favelas”, é uma ação apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que define diretrizes para reduzir o número de mortes causadas por ações policiais no Rio de Janeiro.
Estratégias de Combate ao Crime
O governador Jorginho Mello explicou que o consórcio facilitará o intercâmbio de dados, efetivo e recursos financeiros entre os estados. Ele mencionou a possibilidade de realizar aquisições conjuntas de equipamentos de segurança, visando a redução de custos. Mello manifestou a expectativa de que “a ideia é envolver os 27 Estados, se possível for”.
Romeu Zema indicou que a operação policial realizada no Rio de Janeiro serviu de catalisador para a união dos estados. Ele enalteceu o trabalho das forças de segurança fluminenses e argumentou que a criação do consórcio é uma resposta à falta de suporte por parte do governo federal. “O governo federal insiste em não combater a criminalidade”, criticou. Zema também defendeu que as organizações criminosas sejam classificadas como grupos terroristas.
Por sua vez, Ronaldo Caiado salientou que a colaboração entre os estados busca eliminar as barreiras operacionais e aprimorar a aplicação da inteligência policial. Como exemplo, ele citou a coordenação de ações contra o chamado “novo cangaço”, narrando um caso em que, após um sequestro no interior do Mato Grosso, as polícias do Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Pará foram mobilizadas em poucos minutos.
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