EUA vão classificar cartel ligado a Maduro como terrorista
Reclassificação e Intensificação da Pressão sobre o Cartel de Los Soles
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou neste domingo, 16, a intenção de Washington de designar o grupo criminoso venezuelano, o Cartel de los Soles, como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO). Segundo as investigações americanas, a organização é liderada pelo ditador Nicolás Maduro.
Em uma publicação na rede social X (anteriormente Twitter) na noite do mesmo dia, Rubio detalhou que o Departamento de Estado “pretende classificar o Cartel de los Soles como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO)”. Ele acusou o grupo de, sob a chefia do ilegítimo Nicolás Maduro, ter corrompido as estruturas governamentais da Venezuela e de ser responsável por atos de violência terrorista praticados em parceria com outras FTOs já estabelecidas. Além disso, o cartel é responsabilizado pelo envio de entorpecentes para os Estados Unidos e a Europa.
As autoridades americanas também imputam ao Cartel dos Sóis a colaboração com a facção criminosa Tren de Aragua para o escoamento de drogas em direção ao território norte-americano.
Venezuela's President Nicolás Maduro breaks into singing John Lennon's 'Imagine' as he talks about US tensions. pic.twitter.com/R270tpM5AF
— The Associated Press (@AP) November 16, 2025
Aumento da Atuação Militar e Cenário Político
A decisão de classificar o cartel como narcoterrorista é vista por alguns especialistas como a etapa legal final antes de uma possível intervenção militar no país. Há mais de um mês, o governo de Donald Trump vem executando operações militares no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico para combater o narcoterrorismo e o tráfico internacional. Essas ações resultaram no ataque a 21 embarcações de traficantes que transportavam drogas com destino aos EUA.
De acordo com um levantamento da agência de notícias AFP, baseado em dados oficiais, pelo menos 83 indivíduos acusados pelos EUA de envolvimento com o transporte de narcóticos morreram em águas internacionais.
Na sexta-feira, 14, Trump havia ordenado o lançamento da operação militar denominada “Lança do Sul” no Caribe, especificamente para o enfrentamento a grupos narcoterroristas. O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, confirmou que a ação está sob a responsabilidade do Comando Militar Sul, que cobre o Caribe e parte da América Latina.
Esta nova fase de mobilização militar representa uma expansão da presença americana no hemisfério norte. Ela envolve o deslocamento de cerca de dez navios da Marinha, aproximadamente 12 mil militares (entre marinheiros e fuzileiros navais), e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, tido como o maior do mundo, que chegou ao Mar do Caribe neste domingo.
Possibilidade de Diálogo
Apesar do recrudescimento da pressão, o Presidente Donald Trump expressou abertura para um diálogo com Maduro. “Podemos ter algumas conversas com Maduro e vamos ver o que acontece. Eles gostariam de conversar. Eu converso com qualquer pessoa”, declarou Trump à imprensa também neste domingo, 16.
Após as recentes ações americanas, Maduro tem demonstrado interesse em negociações. Enquanto convoca militares e milícias para se prepararem contra uma eventual invasão dos EUA, ele simultaneamente faz apelos por “paz”. Um exemplo disso foi sua performance da canção Imagine, de John Lennon, em um evento público no sábado, 15.
Contudo, Trump ressaltou que, mesmo com a possibilidade de negociação, as medidas coercitivas serão mantidas. “Estamos impedindo que traficantes e drogas entrem em nosso país”, afirmou o presidente.
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