Reação de Eduardo Bolsonaro à Prisão de Jair Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou veementemente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão preventiva de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação ocorreu após a Primeira Turma do STF confirmar, por unanimidade, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão no sábado (22).
Acusações e Alegações de Eduardo Bolsonaro
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Decisão Pronta e Perseguição: Eduardo Bolsonaro acusou o ministro Alexandre de Moraes de promover uma “perseguição” contra sua família, alegando que a medida já estaria “planejada” antes do episódio da tornozeleira eletrônica.
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Minimização da Tornozeleira: Ele classificou a violação do equipamento (tentativa de rompimento com ferro quente) como um “detalhe” ou “fantasia” que “ocuparia apenas um parágrafo” das 14 páginas da decisão, sem apresentar provas.
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Críticas a Moraes: O parlamentar chamou o ministro de “psicopata” e “tiranete de beira de estrada”, afirmando que ele é um “violador de direitos humanos” e que estaria agindo de forma autoritária.
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Fundamento Jurídico: O deputado declarou que analisou a decisão e concluiu que faltam fundamentos jurídicos, classificando-a como “esdrúxula”.
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Incentivo à Mobilização: Incentivou apoiadores a se mobilizarem contra o que chamou de “autoritarismo” e sugeriu que, se não houver reação, Moraes poderia “extraditar mais pessoas”.
Argumentos do STF
O STF rejeitou as alegações da defesa e manteve a prisão com base nos seguintes fatores:
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Risco de Fuga e Descumprimento Judicial: A violação da tornozeleira eletrônica (tentativa de rompimento registrada pela Polícia Federal) e as vigílias convocadas por aliados (como o senador Flávio Bolsonaro) foram consideradas indícios de risco de fuga e descumprimento de medidas judiciais.
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Distância da Embaixada: Moraes citou a proximidade da residência de Bolsonaro com a Embaixada dos Estados Unidos (cerca de 13 km) como um elemento considerado no risco de evasão.
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Conduta Consciente: A tese da defesa de que a tentativa de abrir o equipamento foi causada por um “surto” devido a medicamentos foi rejeitada pela Primeira Turma, que classificou a conduta como consciente.
A prisão preventiva possui caráter cautelar e não representa o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta no processo por tentativa de golpe.
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