Na última terça-feira (16/12/2025), o governo de Donald Trump determinou o bloqueio integral de navios petroleiros sob sanção que transitem pela Venezuela. Através da rede social Truth Social, o presidente norte-americano justificou a medida alegando que o país vizinho se apropriou indevidamente de recursos e territórios pertencentes aos Estados Unidos.
A Escala da Operação Militar
Trump afirmou que a Venezuela está sob vigilância da maior força naval já mobilizada na América do Sul. Segundo o republicano, a presença militar será ampliada até que ocorra a restituição de ativos — como petróleo e terras — que ele afirma terem sido subtraídos dos EUA.
A medida surge em um cenário de alta tensão:
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Apreensão recente: Há uma semana, a Guarda Costeira dos EUA interceptou um petroleiro em águas venezuelanas.
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Objetivo Político: O reforço militar visa forçar a saída de Nicolás Maduro do cargo.
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Nova Classificação: O governo dos EUA designou oficialmente a gestão de Maduro como uma organização terrorista estrangeira, citando envolvimento com narcotráfico, tráfico humano e crimes violentos.
A Reação de Caracas
Antes mesmo das declarações de Trump, Nicolás Maduro já havia se manifestado em defesa da soberania nacional. O líder venezuelano acusou o que chama de “imperialismo e direita fascista” de tentar recolonizar a Venezuela para explorar suas reservas minerais e energéticas.
Resposta Oficial e Recurso à ONU
Em nota oficial, o governo venezuelano classificou as ameaças de Washington como “irracionais” e “grotescas”. Os principais pontos da defesa de Caracas incluem:
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Denúncia Internacional: O país pretende acionar a ONU para reportar a violação do Direito Internacional.
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Soberania Marítima: Reafirmação do direito à livre navegação no Caribe e o controle sobre seus recursos naturais.
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Resistência: O comunicado enfatiza que a Venezuela não aceitará a condição de colônia e manterá sua independência diante das ameaças bélicas.
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