PF deflagra 2ª fase de operação contra Banco Master; Toffoli ordena bloqueio de R$ 5,7 bilhões
A Polícia Federal cumpre 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Entre os alvos estão o banqueiro Daniel Vorcaro, familiares e o investidor Nelson Tanure.
SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) deu início, na manhã desta quarta-feira (14/1), à segunda etapa da Operação Compliance Zero. A ação aprofunda as investigações sobre um suposto esquema de irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master. Por determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens que somam R$ 5,7 bilhões.
Alvos e Detenção no Aeroporto
O principal foco da operação é novamente o banqueiro Daniel Vorcaro, que já havia sido detido na fase inicial da investigação, ocorrida em novembro de 2025. O cerco policial se estendeu ao núcleo familiar de Vorcaro, atingindo seu pai, irmã, primo e o cunhado, Fabiano Zettel.
Zettel foi detido por agentes federais no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Segundo a PF, ele se preparava para embarcar em um voo com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no momento da abordagem.

Grandes Investidores na Mira
A nova fase também incluiu nomes de peso do mercado financeiro nacional:
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Nelson Tanure: O investidor, conhecido por atuar na recuperação de empresas em crise, é um dos alvos de busca.
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João Carlos Mansur: Fundador da Reag Capital Holding, Mansur volta a ser investigado após ter sido alvo de buscas em outubro de 2025. Na ocasião, a suspeita era de que fundos de investimento eram utilizados para ocultar patrimônio de grupos ligados ao setor de combustíveis.
Empresas Investigadas
Além das residências dos envolvidos, a PF realizou buscas em sedes de empresas e gestoras de recursos, incluindo:
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Sefer Investimentos DTVM;
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Acura Gestora de Recursos LTDA;
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WNT Gestora de Recursos LTDA;
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Clínica Mais Médicos S.A.
Desdobramentos e Logística
De acordo com os investigadores, este novo desdobramento foi fundamentado na análise de documentos e provas coletadas na primeira fase. O material revelou indícios inéditos de fraudes, o que justificou a ampliação da ofensiva contra o grupo.
As diligências estão sendo realizadas simultaneamente em endereços de luxo na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e em cidades da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
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