A novela envolvendo o retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo entrou em sua fase mais crítica. Embora os clubes tenham chegado a um denominador comum sobre o valor global da transação — 41,25 milhões de euros (cerca de R$ 255,9 milhões) — e o prazo total de quitação em 24 meses, um impasse técnico sobre o cronograma de pagamentos impede o anúncio oficial.
O entrave financeiro
O ponto de discórdia reside na distribuição dos valores ao longo de 2026. Segundo apurações, as partes já concordaram com a entrada à vista, mas divergem sobre a segunda parcela. O West Ham exige um aporte imediato maior do que o Rubro-Negro se dispõe a pagar no curto prazo. A diferença atual entre a oferta carioca e a exigência britânica flutua entre 4 e 5 milhões de euros (R$ 25 milhões a R$ 31 milhões).
Para o Flamengo, manter o fluxo de caixa planejado é vital para não comprometer o orçamento de 2026. Já para os Hammers, o recebimento antecipado é estratégico para o cumprimento do Fair Play Financeiro da UEFA e para a busca de reposições no mercado.
Estrutura do Pagamento (Proposta Atual)
O cronograma em discussão prevê que a dívida seja liquidada até janeiro de 2028:
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2026: Entrada à vista + 2ª parcela (ponto de conflito).
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2027: Parcelas intermediárias.
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2028: Parcela final em janeiro.
Pressão do jogador e redação de contrato
Apesar da queda de braço financeira, o otimismo no Ninho do Urubu é alto, a ponto do departamento jurídico já ter iniciado a redação do contrato. O acordo entre Flamengo e Paquetá está selado há semanas. O meia, inclusive, foi peça-chave para destravar as conversas ao pressionar a diretoria inglesa pela liberação.
A pressa do Flamengo tem um objetivo desportivo claro: inscrever o atleta a tempo da Supercopa, que acontece no próximo domingo contra o Corinthians, em Brasília.
Recorde histórico
Caso o martelo seja batido pelos valores atuais, a repatriação de Paquetá se tornará a maior contratação da história do futebol brasileiro, ultrapassando a transferência de Gerson para o Cruzeiro. O meia, revelado na Gávea em 2016 e com passagens por Milan e Lyon, chegaria para ser o terceiro reforço da janela, após as chegadas de Vitão e Andrew.
Internamente, a diretoria rubro-negra, liderada pelo presidente Bap, adota uma postura firme. O clube entende que chegou ao seu limite financeiro e não pretende “esticar a corda” para ceder às exigências adicionais dos ingleses.
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