Isenção de IR preocupa prefeituras baianas; perdas chegam a R$ 1,2 milhão mensais em grandes cidades
SALVADOR – O alívio no bolso do trabalhador que ganha até R$ 5 mil, fruto da nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) estabelecida pelo governo Lula, acendeu um sinal de alerta nas gestões municipais da Bahia. Prefeitos de todo o estado já relatam um desfalque milionário em suas contas, uma vez que parte da arrecadação desse imposto é destinada diretamente aos cofres das cidades.
Impacto no Planejamento Local
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), destacou que o impacto é generalizado e compromete a capacidade de investimento das prefeituras. Segundo Cardoso, a queda na receita trava o desenvolvimento regional.
“Todos os municípios serão afetados. Em conversa com o prefeito Zé Cocá, soube que Jequié, por exemplo, está deixando de arrecadar R$ 1,2 milhão por mês. É uma queda braçal que impede qualquer planejamento administrativo sério”, desabafou Cardoso.
Em busca de compensação
Apesar do cenário pessimista, a UPB afirma que existe uma promessa de auxílio vinda de Brasília. O governo federal teria se comprometido a encontrar uma forma de repor essas perdas, embora ainda não exista um projeto ou cronograma oficial para esse repasse. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lidera as negociações para garantir que o pacto federativo não seja prejudicado pela medida social.
Bastidores: Aleluia reafirma pré-candidatura ao Governo do Estado
No campo político, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) afastou os rumores de que poderia desistir de sua disputa pelo Palácio de Ondina em favor de uma união da direita liderada por ACM Neto (União Brasil).
Mesmo sob pressão de setores da oposição que buscam um palanque único, Aleluia confirmou que sua pré-candidatura está mantida. O político reforçou que seu projeto na Bahia está alinhado à campanha presidencial do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e que pretende levar a disputa até o fim.
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