Janaina Paschoal fala em possível prisão de Malu Gaspar, do O Globo
SÃO PAULO – A vereadora e jurista Janaina Paschoal (Progressistas) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (18) para manifestar forte oposição a eventuais medidas restritivas de liberdade contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O posicionamento surge após repercussões sobre o caso do Banco Master, revelado pela colunista.
Para a parlamentar paulistana, a hipótese de uma ordem de prisão contra profissionais da imprensa por divulgarem dados de interesse da sociedade representa um “precedente delicado”. Embora tenha ressaltado não possuir vínculo pessoal com Gaspar, Janaina enfatizou que a proteção ao exercício jornalístico é fundamental para a democracia.

Tensão entre Judiciário e Imprensa
O debate ganhou corpo após informações publicadas pelo portal Metrópoles, sugerindo que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria propenso a endurecer o tom contra o que classifica como ofensivas à Corte.
Janaina Paschoal argumentou que, em um Estado Democrático de Direito, o escrutínio sobre agentes públicos e suas relações institucionais deve ser tratado com prioridade.
“Por mais que gere desconforto, contratos e negociações entre juízes, familiares e partes em processos são de interesse público”, afirmou a jurista.
Ela defendeu ainda a transparência total sobre as investigações que envolvem o Banco Master, fraudes no INSS e outras denúncias de corrupção.
Rigor Legal e Esclarecimento
A vereadora pontuou que possíveis excessos cometidos pela mídia devem ser apurados estritamente dentro dos limites da legislação e dos princípios constitucionais, descartando o encarceramento como solução. “Prender jornalistas vai na contramão do que necessitamos para solucionar nossos problemas”, declarou.
Situação de Malu Gaspar
Apesar do alvoroço causado pelas declarações nas redes sociais e do receio manifestado por internautas, não existe qualquer confirmação oficial ou ordem de prisão expedida contra Malu Gaspar até o momento. O debate permanece no campo das garantias constitucionais e do sigilo de fonte.
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