De Vitória da Conquista para a mesa da CBF: 2026, campanha global e a ponte da tecnologia com a torcida
A Seleção Brasileira continua sendo um dos raros pontos de consenso no país. Ela atravessa gerações, vira conversa de família, muda o clima das ruas e transforma o cotidiano em expectativa. Mas a CBF chega ao ciclo de 2026 carregando um desafio que vai além do campo. Depois de anos marcados por turbulências institucionais, ruído público e mudanças de direção, a entidade encara uma equação delicada: preservar o peso histórico da camisa e, ao mesmo tempo, atualizar a forma de se conectar com o torcedor — num mundo em que atenção é disputada por múltiplas telas, narrativas e comunidades digitais.
É nesse contexto que a CBF inicia um novo movimento: uma campanha global da Seleção, mirando visibilidade internacional, reposicionamento de marca e reaproximação com o público. Em ano de Copa, não basta “aparecer”. É preciso pertencer de novo. E, para isso, a tecnologia deixa de ser ornamento e passa a ser ponte: ponte entre a história e o presente, entre a camisa e quem a veste com o coração.
A Copa será nos Estados Unidos — e os grandes eventos já falam a língua da tecnologia
O simbolismo de 2026 é inevitável: a Copa será realizada nos Estados Unidos, um mercado onde grandes eventos esportivos operam em outro patamar de experiência — com tecnologia integrada, jornadas digitais e formatos que tratam o torcedor como parte ativa do espetáculo. Nesse ambiente, inovação não é “tendência bonita”. É método. É como se constrói presença, engajamento e pertencimento em escala.
Para o futebol brasileiro, isso abre uma oportunidade estratégica: observar esse padrão de execução e adaptar ao que o Brasil tem de mais valioso — a paixão — sem perder autenticidade.
Miami e um marco simbólico: Vitória da Conquista na conversa sobre o futuro do futebol
Foi exatamente nesse cruzamento que uma agenda recente ganhou relevância em Miami, na primeira sede internacional da CBF. O conquistense Caio Anderson Almeida, fundador da Opto Creative Lab, levou para a mesa 20 anos de experiência em tecnologia nos Estados Unidos, com repertório construído no mercado americano e reconhecimento ao longo da trajetória.
Ao seu lado esteve Cristiano Oliveira, CEO da BN Touch, também com 20 anos de experiência no mercado financeiro nos Estados Unidos, somando visão estratégica e leitura de mercado — elementos que ajudam a transformar oportunidade em estrutura, parceria e escala.
Ambos brasileiros, atuando há duas décadas no país que sediará a Copa, participaram de reunião com o diretor internacional da CBF para discutir parcerias e caminhos para o desenvolvimento de projetos inovadores voltados ao engajamento do torcedor no ciclo de 2026. Entre os temas apresentados, também entrou em pauta o conceito de um projeto em construção em Vitória da Conquista, conectando tecnologia, narrativa e experiência — um movimento que reforça como inovação pode nascer na Bahia e dialogar com o centro do futebol brasileiro em ambiente internacional.
Vitória da Conquista na mesa — e a paixão brasileira como destino
Há um simbolismo forte nesse encontro: enquanto a CBF projeta a Seleção para um ciclo global, Vitória da Conquista aparece como origem de uma ponte — ponte entre conhecimento consolidado nos Estados Unidos e o desafio brasileiro de reconectar torcida e Seleção.
A proposta é simples de entender e difícil de executar — como tudo o que é grande no futebol: reaproximar o torcedor, fortalecer pertencimento e criar novas formas de participação sem esvaziar a tradição. Porque, no fim, a Seleção é mais do que um time: é uma memória coletiva. E memória só se mantém viva quando se renova.
As conversas seguem em andamento e devem ganhar novos capítulos ao longo de 2026. Por enquanto, o recado é claro: há movimento, há articulação — e há uma ponte sendo construída entre Estados Unidos, Brasil e Bahia, no ano em que o mundo inteiro vai olhar para o futebol.





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