Igreja Presbiteriana de Pinheiros pede oração por André Mendonça
SÃO PAULO – A Igreja Presbiteriana de Pinheiros, na capital paulista, utilizou suas redes sociais neste domingo (8) para manifestar apoio espiritual ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O magistrado, que atua como pastor na instituição, foi o centro de uma publicação no Instagram onde a comunidade religiosa afirmou estar em oração por sua vida e segurança. Na imagem divulgada, Mendonça aparece acompanhado pelos reverendos Arival Casimiro e Hernandes Dias Lopes.
O apelo da congregação surge em um momento de alta tensão para o ministro, que relata dois dos processos de maior impacto no cenário jurídico atual: a investigação sobre descontos indevidos em benefícios do INSS e o inquérito que apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
Proteção à Família e Uso de Colete Antibalas
O risco inerente às investigações sob sua tutela levou a Polícia Judicial do STF a reavaliar o protocolo de segurança do magistrado. Segundo informações de bastidores, o tribunal estuda estender a escolta oficial, hoje restrita ao ministro, também à sua esposa e filhos. Consultas preliminares indicam que Mendonça deve autorizar a ampliação do esquema, caso a estrutura logística seja viabilizada.
A preocupação com a integridade física do ministro não é recente. Em aparições públicas e pregações religiosas em São Paulo, André Mendonça já foi visto utilizando colete à prova de balas, um reflexo do aumento das cautelas adotadas nos últimos meses.
A Ameaça da “Turma”
O endurecimento das medidas de proteção está diretamente ligado ao perfil dos investigados no processo que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. No inquérito, Mendonça descreve a existência de uma organização criminosa com características de “milícia privada”.
Denominado “A Turma”, o grupo é suspeito de:
-
Monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas;
-
Ameaças sistemáticas contra adversários;
-
Ordens de agressão física e intimidação contra críticos do esquema.
Diante do potencial de retaliação desse grupo, a Polícia Judicial classificou como urgente o fortalecimento da rede de proteção em torno do relator.
Sem comentários! Seja o primeiro.