TJ-BA reverte decisão e autoriza fechamento da única agência bancária de Caldeirão Grande
A decisão suspende uma liminar anterior que, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, exigia a reabertura do posto de atendimento, fechado desde novembro do ano passado. Ao analisar o recurso do banco, a desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro fundamentou que, por ser uma entidade privada, o Bradesco possui autonomia estratégica para encerrar atividades conforme seu planejamento.
A relatora destacou que a manutenção forçada da estrutura gerava gastos excessivos e desnecessários para a empresa, citando despesas com:
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Segurança e logística de valores;
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Folha de pagamento;
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Custos fixos (energia e infraestrutura).
Segundo a magistrada, o banco cumpriu os requisitos do Banco Central, que preveem apenas o aviso prévio aos clientes e a apresentação de um relatório de impacto.
Impacto na População Local
A Prefeitura de Caldeirão Grande, que move a ação civil pública, argumenta que o encerramento das atividades prejudica gravemente os cerca de 13 mil habitantes e sufoca a economia do comércio local. Apesar da derrota nesta etapa, o município já recorreu e o processo continua tramitando na justiça.
O Cenário Bancário na Bahia em 2025
O caso de Caldeirão Grande reflete um fenômeno crescente no estado. De acordo com o Relatório de Agências Bancárias 2025, elaborado pelo Sindicato dos Bancários da Bahia, o setor passou por uma redução drástica no último ano:
| Indicador (2025) | Dados |
| Agências fechadas | 48 |
| Agências abertas | 02 |
| Cidades que perderam sua única agência | 16 |
| Total de agências ativas na Bahia | 756 |
Atualmente, 214 municípios baianos iniciam o ano sem nenhuma agência bancária física, o que representa 51,31% das cidades do estado. Nessas localidades, o atendimento tem sido migrado para correspondentes bancários, que atuam como intermediários para serviços básicos como pagamentos e empréstimos, embora não substituam a estrutura completa de uma agência oficial.
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