Trump sugere que Irã fique fora da Copa de 2026 por razões de segurança
WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente sua oposição à participação da seleção do Irã na próxima Copa do Mundo, que será sediada em conjunto por EUA, México e Canadá. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano argumentou que a presença da delegação iraniana no torneio pode não ser adequada no atual contexto.
“Não creio mesmo que seja apropriado que estejam lá, para a sua própria vida e segurança”, declarou Trump.
Apesar da recomendação de ausência, o mandatário norte-americano ressalvou que, caso o país decida enviar seus atletas, a delegação será recebida em solo americano.
Tensão Diplomática e Boicote
A manifestação de Trump ocorre em meio a uma crise sem precedentes. Recentemente, o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, indicou em entrevista à TV estatal que a seleção dificilmente viajará para o mundial. O motivo seria o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, ocorrido em fevereiro, em um ataque atribuído aos EUA e a Israel.
Donyamali classificou o governo americano como um “regime corrupto” e afirmou que, “sob nenhuma circunstância”, o país participaria do evento após o episódio. O dirigente também citou o temor pela integridade física dos jogadores e funcionários como fator decisivo para o possível boicote.
O Impacto no Torneio
Classificado após liderar o Grupo A das eliminatórias asiáticas, o Irã foi sorteado para o Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. O cronograma previa que a equipe disputasse toda a fase de grupos nos Estados Unidos, com dois jogos em Los Angeles e um em Seattle.
Mesmo antes do agravamento da crise, o presidente da federação iraniana de futebol, Mehdi Taj, já havia expressado receio sobre a viabilidade da participação do país devido à escalada militar na região.
Posição da FIFA
Buscando manter a neutralidade e o caráter integrador do esporte, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, revelou ter discutido o impasse diretamente com Donald Trump. Em tom diplomático, o dirigente agradeceu o apoio do presidente americano à realização do evento.
“Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo para unir as pessoas agora mais do que nunca”, afirmou Infantino, reforçando a tese de que o futebol deve servir como uma ferramenta de união global, independentemente das turbulências políticas e econômicas que assolam o Oriente Médio.
A Copa do Mundo de 2026 tem início previsto para o dia 11 de junho, com a final marcada para 19 de julho. Até o momento, a FIFA não anunciou mudanças oficiais na tabela ou substituições de seleções.
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