Trump exige coalizão internacional para escolta no Estreito de Ormuz; aliados resistem
Em meio à escalada de tensões com o Irã, que já entra em sua terceira semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre a comunidade internacional para garantir a segurança da rota petrolífera no Oriente Médio. O republicano defende que nações dependentes do combustível do Golfo assumam a responsabilidade pela proteção de seus próprios suprimentos.
No último domingo (15), durante viagem oficial, Trump revelou que Washington mantém tratativas com sete países. O objetivo é formar uma frente militar para manter o Estreito de Ormuz aberto.
“Exijo que esses países participem e protejam seu próprio território, pois o território é deles. É dali que provém a energia deles”, declarou o mandatário, reforçando a tese de que os EUA não devem arcar sozinhos com os custos de segurança da região.
Anteriormente, via rede social Truth Social, o presidente já havia listado os alvos prioritários de sua convocação: China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Trump também dirigiu críticas severas à Otan e à União Europeia, alertando para consequências negativas à aliança caso não haja apoio formal contra Teerã.
Apesar da ofensiva diplomática de Washington, a segunda-feira (16) foi marcada por negativas e cautela entre parceiros estratégicos:
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Japão: A primeira-ministra Sanae Takaichi descartou o envio de navios de guerra, citando as limitações impostas pela Constituição pacifista do país. O Japão, que importa 95% de seu petróleo da região, estuda alternativas de apoio que não firam seu enquadramento legal.
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Austrália: O governo de Anthony Albanese informou que não planeja contribuir com embarcações para a reabertura do estreito, apesar de reconhecer a importância vital da rota para a economia global.
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União Europeia: Ministros das Relações Exteriores do bloco reúnem-se hoje para discutir o reforço de uma missão naval limitada, mas diplomatas indicam que a atuação não deve ser estendida até a zona de conflito em Ormuz.
Diálogo diplomático
Enquanto a Coreia do Sul afirma que ainda “analisa cuidadosamente” o pedido americano, outros líderes buscam alinhar discursos. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, debateu a crise com seu homólogo canadense, Mark Carney, em Downing Street.
O impasse ocorre em um momento crítico para o mercado global de energia, que segue instável devido ao prolongamento do confronto direto com o Irã e à incerteza sobre a livre circulação de petroleiros na região.
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