STF se cala sobre número contatado por Vorcaro; Viana quer acionar Fachin.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta segunda-feira (23) que levará ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a cobrança pela identificação do usuário de um terminal telefônico vinculado à Corte. O movimento ocorre após o tribunal ignorar o prazo inicial para responder quem utilizava o número que trocou mensagens com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, no dia de sua prisão.
O pedido oficial havia sido encaminhado na última quinta-feira (19) à diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, estipulando um limite de 48 horas para a resposta. A comissão busca o histórico de usuários da linha desde janeiro de 2021.
Transparência e Recursos Públicos
Em conversa com a imprensa, Viana justificou a insistência no pedido pontuando a natureza pública do dispositivo. “Não houve retorno oficial até o momento. Como o prazo expirou, vamos acionar diretamente o ministro Fachin. Trata-se de um número institucional, mantido pelo erário, e é imperativo saber quem estava em posse do aparelho”, declarou o parlamentar.
O Centro da Controvérsia
Embora o ofício não mencione nomes, o número em questão pertence ao ministro Alexandre de Moraes. A investigação da CPMI baseia-se em relatórios da Polícia Federal que indicam um suposto diálogo entre Vorcaro e o magistrado em 17 de novembro de 2025 — data em que o ex-banqueiro foi detido ao tentar deixar o país.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, Vorcaro teria questionado o interlocutor sobre “novidades” e se ele havia obtido sucesso em “bloquear” algo não especificado. Além disso, mensagens interceptadas pela PF no celular do empresário citam encontros informais e visitas a residências privadas com o ministro.
Negativas Oficiais
Do outro lado, o Supremo Tribunal Federal e o próprio ministro Alexandre de Moraes refutam categoricamente qualquer proximidade ou troca de mensagens com o ex-banqueiro. Em nota oficial publicada no início de março, a Secretaria de Comunicação do STF reiterou que o ministro não foi o destinatário das comunicações citadas nas investigações.
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