Irã reivindica ataques a instalações militares dos EUA nos Emirados Árabes e Bahrein
TEERÃ – Em um novo episódio de escalada de tensões no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta terça-feira (31), ter realizado ofensivas contra postos militares dos Estados Unidos na região. Segundo o comunicado oficial, os alvos foram uma unidade secreta de comando nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento de tropas no Bahrein.
Detalhes da Operação em Al Minhad
De acordo com as forças iranianas, o ataque principal ocorreu na última segunda-feira (30). O alvo seria um centro de inteligência e comando localizado nos arredores da base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes.
Teerã afirma que a localização foi descoberta por meio de operações de espionagem. No momento da investida, estima-se que cerca de 200 oficiais e comandantes norte-americanos estivessem presentes na instalação. A Guarda Revolucionária declarou que o local foi completamente destruído, reforçando a mensagem de que a presença dos EUA na região tornou-se vulnerável.
Ofensiva no Bahrein e Guerra de Narrativas
Além da base nos Emirados, um alojamento temporário de soldados no Bahrein também teria sido atingido por mísseis de precisão.
O regime iraniano antecipou que o Comando Central dos EUA (CENTCOM) deve “minimizar a gravidade” dos danos. Para Teerã, haverá uma tentativa de ocultar a real extensão do impacto e o número de baixas ou prejuízos materiais.
“Tanto as bases dos Estados Unidos na região se tornaram inseguras para os comandantes inimigos quanto sua presença em pontos de apoio”, diz o comunicado oficial da Guarda Revolucionária.
Silêncio Oficial e Contexto Regional
Apesar do anúncio contundente do Irã, o cenário ainda carece de verificações independentes:
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Estados Unidos: Não emitiram qualquer nota confirmando ou negando os impactos.
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Emirados Árabes e Bahrein: Os governos locais permanecem em silêncio sobre as explosões em seus territórios.
Os ataques ocorrem em um momento de alta instabilidade, com bases americanas sendo alvos frequentes de retaliação desde o início do conflito regional, há pouco mais de um mês. Vale lembrar que, entre janeiro e fevereiro, o Pentágono chegou a desocupar diversas instalações na região como medida preventiva antes do agravamento do embate direto com o governo dos aiatolás.
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