Tensão no Golfo: Expira hoje ultimato de Trump contra o Irã
Chega ao fim nesta terça-feira (07) o prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o governo iraniano aceite um acordo de paz e normalize o tráfego no Estreito de Ormuz. O republicano subiu o tom das ameaças, alertando que o regime de Teerã poderá enfrentar consequências devastadoras caso ignore o limite fixado para as 21h (horário de Brasília).
Ameaças de Destruição e Infraestrutura
Nas últimas semanas, a Casa Branca tem adotado uma estratégia de pressão máxima, alternando datas de ultimatos e listando alvos estratégicos em território iraniano. Entre os pontos vulneráveis citados pelo governo americano estão:
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Usinas de energia e de dessalinização;
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Poços de petróleo;
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Pontes e infraestrutura logística.
Em declaração recente, Trump foi enfático sobre a possibilidade de uma ofensiva total. “Quero dizer, demolição completa até meia-noite”, afirmou o presidente na segunda-feira (06), sugerindo que o país poderia ser dominado em apenas uma noite caso um tratado considerado “aceitável” por Washington não seja assinado.
Teerã Promete Retaliação
A resposta do Irã veio por meio de Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya. O oficial alertou que, diante de novos ataques a alvos não civis, a contraofensiva iraniana será “muito mais enérgica e em uma escala muito maior”.
Simultaneamente, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as ações dos Estados Unidos como uma “guerra injusta e agressiva”.
Contexto do Conflito
O embate bélico, que envolve forças dos EUA e de Israel contra o Irã, já completa seis semanas. Segundo o governo americano, a campanha militar visa dois objetivos centrais:
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Impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear.
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Limitar drasticamente o alcance do arsenal de mísseis do país.
Donald Trump sustenta que uma parcela considerável do poderio militar iraniano já foi neutralizada pelas forças aliadas desde o início das hostilidades.
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