Trump e Netanyahu registram diálogo tenso antes de sinalização sobre trégua no Líbano
WASHINGTON E TEL AVIV – O clima entre a Casa Branca e o governo de Israel apresentou sinais de desgaste na última quinta-feira (9). Segundo fontes diplomáticas de ambas as nações, o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu protagonizaram uma conversa telefônica descrita como “tensa”, momentos antes de Israel oficializar a intenção de abrir negociações diretas para um cessar-fogo com o Líbano.
De acordo com informações obtidas junto a uma fonte israelense, o movimento de Netanyahu teria sido uma estratégia de antecipação. O premiê compreendeu que, caso não tomasse a iniciativa de buscar o diálogo com os libaneses, Trump poderia intervir unilateralmente e declarar a interrupção das hostilidades na região.
Uma semana de intensa atividade diplomática
Este foi o terceiro contato direto entre os líderes em um intervalo de apenas sete dias, tendo a crise no Líbano como pauta prioritária. O cronograma das negociações recentes revela uma pressão crescente por parte de Washington:
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Terça-feira (7): Trump e Netanyahu conversaram pouco antes do anúncio de uma trégua de duas semanas entre EUA e Irã. Na ocasião, o líder israelense insistiu para que o Líbano não fosse incluído nos termos desse acordo específico.
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Quarta-feira (8): Um novo contato ocorreu após ataques israelenses resultarem na morte de 303 pessoas em território libanês. Trump teria solicitado formalmente a redução da intensidade das operações contra o Hezbollah.
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Quinta-feira (9): A ligação decisiva que precedeu o recuo diplomático de Israel e o anúncio das conversas diretas.
Divergências sobre o tom do diálogo
Apesar dos relatos de atrito, o governo de Israel contesta a narrativa de crise. Em nota enviada à imprensa, o gabinete de Benjamin Netanyahu classificou a descrição do telefonema como “notícia falsa”, assegurando que o contato foi, na verdade, “amigável”.
“Os dois líderes estão trabalhando em plena coordenação e com respeito mútuo”, afirmou o comunicado oficial do governo israelense, negando qualquer estremecimento na aliança com o republicano.
Até o momento, a Casa Branca não emitiu comentários oficiais sobre o teor das discussões, mas a movimentação em Tel Aviv sugere um alinhamento forçado pela postura assertiva da nova gestão americana na condução dos conflitos no Oriente Médio.
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