Tensão no Cárcere: Pai de dono do Banco Master sofre colapso emocional em presídio mineiro
Henrique Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, apresentou crises de choro e lapsos de memória após a Polícia Federal recusar o acordo de delação de seu filho.
Por Notícias de Blog Publicado em 22 de maio de 2026
CONTAGEM (MG) — O empresário Henrique Vorcaro, pai do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, enfrentou um grave abalo psicológico na última quinta-feira (21/05) dentro da Penitenciária Nelson Hungria, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Detido desde o dia 14 de maio como um dos alvos da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero, o executivo tem lidado com severas dificuldades para se ajustar à realidade do sistema prisional.
A unidade onde Vorcaro está custodiado é a maior de Minas Gerais e sofre com um quadro crônico de superlotação, fator que tem dificultado sua rotina. Diagnosticado previamente com depressão, o empresário vem apresentando um quadro de saúde mental instável, marcado por falhas recentes de memória, episódios contínuos de choro e surtos alternados com profunda angústia e desespero.
Fontes apontam que o estopim para o agravamento de sua condição psicológica foi a notícia de que a Polícia Federal rejeitou a proposta de colaboração premiada oferecida por seu filho, Daniel Vorcaro.
Quem é Henrique Vorcaro?
Apontado como uma das peças centrais na 6ª fase da Operação Compliance Zero, Henrique construiu sua trajetória no ramo de construção e infraestrutura. Ele é o idealizador e líder do Grupo Multipar, um grande conglomerado com operações pulverizadas nos mercados imobiliário, de engenharia, energia e agronegócio.
Bilhões ocultos e suposto uso de milícias
As apurações conduzidas pelas autoridades federais revelam que a dupla formada por pai e filho teria escondido um montante de pelo menos R$ 2,2 bilhões. O capital teria sido ocultado de credores e pessoas lesadas por fraudes ligadas ao Banco Master, uma manobra que, segundo a PF, continuou ocorrendo mesmo após a instauração dos inquéritos oficiais.
Além dos crimes financeiros, a investigação aponta para táticas de intimidação. De acordo com a PF, Henrique Vorcaro utilizava os serviços de grupos paramilitares privados, conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. O objetivo dessas contratações seria ameaçar desafetos, acessar dados confidenciais de maneira ilegal e monitorar o andamento de apurações policiais que pudessem colocar os interesses da organização criminosa em risco.
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