Operação internacional: Deolane Bezerra foi vigiada pela Interpol na Itália antes de ser detida no Brasil
Uma ação coordenada entre as forças de segurança brasileiras e a polícia internacional monitorou os passos da influenciadora e advogada Deolane Bezerra em Roma, semanas antes de sua captura em território nacional. Durante quase três semanas, as autoridades acompanharam a rotina da famosa na capital italiana.
Na Europa, a influenciadora passou 20 dias instalada em uma acomodação de alto padrão na Piazza di Spagna, um dos endereços mais caros da cidade, onde os custos diários passavam de R$ 15 mil. Embora tenha afirmado publicamente em seus perfis na internet que a viagem iniciada no fim de abril tinha motivações corporativas, os deslocamentos da advogada eram acompanhados de perto pelos investigadores com o auxílio da Interpol.
Suspeita de ligação com facção e prisão no Brasil
A apuração que culminou na prisão de Deolane aponta para uma suposta participação em um esquema complexo de ocultação de bens e lavagem de capitais que movimentou milhões de reais. O caso estaria vinculado a lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A linha de investigação do Ministério Público e da polícia teve origem há sete anos, após a localização de anotações e mensagens escritas à mão em uma penitenciária localizada em Presidente Venceslau, em São Paulo. O material recolhido trazia diretrizes internas e citava nomes do primeiro escalão da organização criminosa.
Recursos judiciais e argumentos dos advogados
Após a detenção em audiência de custódia, os representantes legais de Deolane tentaram reverter a prisão preventiva. O argumento central baseou-se na maternidade da influenciadora, que possui uma filha menor de 12 anos, requisito que a legislação brasileira frequentemente aceita para a concessão de prisão domiciliar.
A defesa também recorreu diretamente a Brasília, mas o pedido perdeu força no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino negou o pedido sob o entendimento de que não há abuso evidente na decisão da primeira instância, reforçando que o processo ainda deve tramitar por outros tribunais antes de chegar à Suprema Corte.
Em nota oficial, o corpo jurídico que representa a influenciadora refutou as acusações, considerou as medidas excessivas e fora de contexto, garantindo que a inocência de Deolane será comprovada de forma detalhada e documentada ao longo do andamento processual.
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