Prefeitura de Conquista e Igreja Som do Céu alinham parceria para fortalecer assistência a pessoas em situação de rua
Iniciativa busca conectar o trabalho acolhedor da instituição religiosa aos serviços públicos do município, garantindo atendimento mais ágil e direcionado aos vulneráveis.
A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, representada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), realizou um encontro na última segunda-feira (27) com lideranças da Igreja Som do Céu. A reunião teve como objetivo central integrar a instituição religiosa à rede socioassistencial da cidade, aprimorando o suporte prestado à população em situação de rua e a famílias em elevado grau de vulnerabilidade.
O titular da pasta socioassistencial, Michael Farias, ressaltou que a proximidade entre o poder público e entidades comunitárias é fundamental para ampliar o alcance dos direitos sociais. Conforme o gestor, pelo fato de a igreja manter contato constante e direto com os cidadãos assistidos, ela atua como um elo estratégico no direcionamento correto aos programas de apoio governamentais.
Ações práticas e integração com o Suas
Para concretizar a cooperação entre o município e a entidade, foram estabelecidas diretrizes operacionais de alinhamento. O plano prevê encontros de capacitação com o corpo ministerial sobre o funcionamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), além da padronização do fluxo de triagem e encaminhamento das pessoas atendidas.
Ficou ajustada também a inclusão formal da Igreja Som do Céu nos debates do Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População em Situação de Rua (Ciamp).
Estruturação do acolhimento voluntário
A representante da instituição, Maria das Graças Campos, explicou que a igreja já desenvolve atividades cotidianas de amparo, mas que busca tornar essa triagem mais eficiente. Segundo Maria das Graças, a articulação direta com os órgãos oficiais traz maior respaldo técnico para orientar quem procura abrigo ou auxílio e não sabe a quais setores públicos recorrer.
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