Defesa de Bolsonaro aciona STF para liberar encontro com os filhos no Dia dos Pais
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram um requerimento direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para que ele possa receber seus filhos no próximo domingo (9), ocasião em que se comemora o Dia dos Pais. A petição pede, em caráter de “absoluta excepcionalidade”, que Carlos, Jair Renan e Flávio sejam liberados para visitá-lo no período da tarde.
De acordo com a equipe jurídica do ex-mandatário, a motivação do pedido está ligada exclusivamente à data festiva, possuindo um propósito estritamente “humanitário e familiar”.
No documento, os defensores argumentam que o Dia dos Pais é um momento ímpar na cultura brasileira e que a liberação do encontro — mesmo que por um período curto e sob as regras que o ministro julgar adequadas — é essencial para a preservação dos laços familiares. A defesa também garante que a visita não traria qualquer prejuízo ao andamento do cumprimento de sua pena ou das medidas cautelares atualmente em vigor.
Histórico de restrições e veto a Flávio Bolsonaro
O pedido ocorre em meio a sanções recentes. No último dia 17 de julho, Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de qualquer visita a Bolsonaro que possua intenção “político-eleitoral”, estendendo a proibição até o fim das eleições de 2026. Na mesma canetada, o magistrado suspendeu as visitas gerais por um mês, permitindo acesso apenas aos advogados e às equipes médica e de fisioterapia.
Além disso, Moraes prorrogou por 90 dias o impedimento para que o senador Flávio Bolsonaro visite o pai. Embora o parlamentar atue como advogado de Bolsonaro na ação, ele teve seu acesso bloqueado após publicar nas redes sociais um documento escrito pelo ex-presidente, batizado de “Carta aos brasileiros”.
No entendimento do ministro do STF, a divulgação do texto representou uma quebra direta da medida que proibia Bolsonaro de utilizar as redes sociais, seja por conta própria ou através de intermediários. A decisão destacou que o episódio configurou um evidente desvio da finalidade do direito de visita outorgado à defesa.
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