
Câmeras registram retorno de suspeito a condomínio após morte de universitária em Fortaleza
Imagens de segurança detalham os passos de Isabelle Caracristi e do namorado João Munhoz Neto, apontado pelas autoridades como procurado no caso
A Polícia Civil do Ceará segue na apuração dos fatos relativos à morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, cujo corpo foi localizado em um edifício na capital cearense. O companheiro da estudante de Direito, João Munhoz Neto, que dividia a residência com a jovem, é buscado pelos investigadores. Vídeos do circuito interno do prédio foram anexados aos autos do inquérito e revelam o deslocamento dos dois ao longo daquela data.
As gravações indicam que a universitária ingressou no residencial às 17h58, após passar o dia com a mãe, sendo recepcionada pelo companheiro na entrada antes de subirem de elevador. Às 18h33, o jovem deixou o imóvel desacompanhado, portando trajes distintos dos que vestia anteriormente e manuseando um anel no percurso.
Cronologia dos fatos e contatos familiares
Registros do sistema de monitoramento apontam que a jovem utilizou o elevador às 19h12 em direção ao 23º andar, andar correspondente à cobertura — oito pavimentos acima do imóvel do casal, situado no 15º andar. Poucos minutos depois, às 19h22, a vítima encaminhou a mensagem final para a mãe. O falecimento é estimado pela perícia em torno de 20h40.
João Munhoz Neto retornou ao condomínio às 22h48, momento em que viaturas periciais já se encontravam na garagem do edifício.
Familiares relatam que o casal, que iniciou o relacionamento em julho após se conhecer no ambiente de trabalho em um escritório de advocacia, enfrentava atritos relacionados ao comportamento ciumento do homem. Pouco antes do ocorrido, a universitária havia mencionado dores musculares em conversa com a mãe, trocando declarações de afeto antes de se afastar para repousar.
Diligências e perícia técnica
A Perícia Forense realizou varreduras complementares com uso de drones nas imediações da estrutura urbana. Até o momento, a equipe policial colheu quatro depoimentos e agendou novas oitivas para os próximos dias.
Segundo nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública, as análises de trauma indicam lesões resultantes de queda livre, e exames laboratoriais preliminares descartaram a presença de substâncias tóxicas ou entorpecentes no organismo da vítima. O laudo necroscópico conclusivo deve ser anexado ao processo até o início de outubro.

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