
Partido Novo aciona USP e solicita apuração disciplinar sobre conduta de Alexandre de Moraes
Representação formalizada pela sigla pede a abertura de processo administrativo contra o magistrado, citando mensagens e contratos sob investigação.
SÃO PAULO — O Partido Novo protocolou uma representação formal perante a Universidade de São Paulo (USP) solicitando a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que integra o quadro docente da Faculdade de Direito da instituição.
A petição é fundamentada no vazamento de trocas de mensagens divulgadas no âmbito de investigações da Polícia Federal, que apontam suposta proximidade entre o magistrado e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O documento também menciona um contrato no valor de R$ 131 milhões celebrado entre a instituição financeira e a banca advocatícia mantida pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
A iniciativa foi subscrita por Christian Lohbauer, membro fundador da legenda e postulante a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo.
Apelo à postura institucional e autonomia de instâncias
Na peça apresentada à reitoria e à diretoria da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, Lohbauer argumenta que a comunidade acadêmica e a sociedade aguardam uma posição firme da universidade diante das revelações relativas à conduta funcional de um de seus professores.
“Como egresso da USP, recebo com indignação as notícias e os elementos trazidos a público envolvendo Alexandre de Moraes. Essa indignação também está presente entre muitos alunos e ex-alunos da universidade, pessoas que esperam da USP uma postura firme diante de fatos envolvendo a conduta funcional de um de seus professores”, sustenta o documento.
A agremiação partidária argumenta ainda que a apuração no âmbito acadêmico possui independência em relação aos procedimentos em tramitação em outras instâncias do Poder Judiciário. Segundo a sigla, o respeito ao devido processo legal requer a verificação de eventuais infrações éticas e disciplinares em todas as esferas administrativas competentes.

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