
Ministra do TSE que vetou púlpito vazio para Lula em debate já integrou a gestão petista
Responsável pela decisão que atendeu a pedido da campanha governista, Estela Aranha ocupou cargo no Ministério da Justiça sob o comando de Flávio Dino antes de ser nomeada à Corte.
A decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio para representar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial colocou em evidência o histórico de sua autora. A determinação partiu da ministra substituta Estela Aranha, que exerceu funções no próprio governo Lula antes de chegar à Justiça Eleitoral.
Escolhida pelo mandatário petista em 2025 para compor a Corte, Aranha atuou anteriormente no Executivo federal como titular da Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta então chefiada pelo atual ministro do STF Flávio Dino. No histórico profissional da magistrada constam ainda atuações jurídicas para figuras do Partido dos Trabalhadores, como a representação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
A determinação judicial acolheu uma solicitação da coligação petista, que também restringiu manifestações e perguntas dirigidas diretamente ao presidente ausente durante a transmissão. Lula optou por não comparecer ao evento da emissora para conceder uma entrevista a um podcast no mesmo horário.
O veto da magistrada ao formato tradicionalmente adotado pelas emissoras para sinalizar ausências gerou forte repercussão política nas vésperas da votação de primeiro turno. Adversários na corrida eleitoral, liderados pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) — processo cujo registro também está sob relatoria de Estela Aranha no TSE —, criticaram duramente o despacho, classificando a interferência como censura prévia, o que culminou no cancelamento da participação de candidatos e na suspensão do debate pela emissora.

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