
Após chamado para assembleia pró-Lula, Universidade Mackenzie proíbe manifestações políticas no campus
Instituição de ensino em São Paulo publicou comunicado vetando atividades partidárias sob a justificativa de resguardar a ordem, a integridade física e o bem-estar da comunidade acadêmica.
SÃO PAULO — A Universidade Presbiteriana Mackenzie determinou a proibição de quaisquer atos de natureza político-partidária em suas dependências no campus de Higienópolis, localizado na região central da capital paulista. A medida foi formalizada pela direção da entidade após grupos estudantis organizarem uma assembleia com o intuito de manifestar apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República no segundo turno.
Em nota distribuída ao corpo docente, funcionários e discentes, a reitoria da universidade sustentou que o veto a eventos partidários internos tem como objetivo preservar a segurança coletiva e manter o ambiente acadêmico resguardado de tensões durante o período eleitoral.
Mobilização de coletivos e reação institucional
A convocação que motivou a decisão partiu de organizações estudantis que articulavam a formação de um comitê de apoio ao petista nas dependências da faculdade. Diante do anúncio do encontro, a cúpula do Mackenzie se posicionou de forma restritiva, reforçando que o espaço universitário não deve ser utilizado como palco para atos eleitoreiros ou de campanha.
A postura adotada pela universidade paulista ocorre em meio a um movimento crescente de atos de campanha organizados por entidades juvenis e coletivos de esquerda pelo país. Paralelamente às discussões em São Paulo, estudantes universitários no Rio de Janeiro também promoveram mobilizações em prol do ex-presidente Lula, buscando engajar eleitores acadêmicos para a rodada final da disputa pelo Palácio do Planalto.

Sem comentários! Seja o primeiro.