
Jornalista é impedida de transmitir ao vivo em frente ao Congresso Nacional
A repórter Déborah Sena, da rádio Auri Verde Brasil, foi abordada por policiais legislativos durante sua cobertura jornalística em Brasília; AJOIA Brasil publicou nota de repúdio classificando a ação como censura.
A jornalista Déborah Sena, integrante da equipe da rádio Auri Verde Brasil, teve uma transmissão ao vivo interrompida na área externa do Congresso Nacional nesta sexta-feira (30). De acordo com os relatos do ocorrido, servidores da instituição acionaram a Polícia Legislativa para determinar a retirada imediata da profissional do local enquanto ela exercia suas funções de cobertura.
Durante o episódio, dois agentes teriam participado da abordagem, sendo um deles identificado publicamente como Nilmar. A conduta foi descrita pela comunicadora e por entidades representativas como uma tentativa de cerceamento ao livre exercício do jornalismo nas dependências externas da sede do Poder Legislativo.
Entidade emite manifesto e cobra cúpula do Parlamento
O incidente gerou reação imediata da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil). Em posicionamento formal, a diretoria da associação manifestou solidariedade a Déborah Sena e ao veículo de comunicação, classificando o ato como um ataque à liberdade de imprensa e aos princípios democráticos.
A entidade reivindicou que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, prestem esclarecimentos públicos detalhados sobre as circunstâncias da abordagem. O documento questiona a fundamentação jurídica do ato e exige a identificação da autoridade responsável por emitir a ordem para remover a repórter de um espaço público destinado à representação popular.
No texto da nota, a associação enfatizou que a atuação jornalística e o dever de informar não constituem infrações legais nem concessões do Estado, repudiando a utilização de órgãos de segurança pública para intervir no trabalho de profissionais da comunicação.

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