Sem o Tio Sam, OMS vai cortar orçamento em 20% para 2026-2027
A Organização Mundial da Saúde enfrenta uma significativa redução em seus recursos financeiros devido à decisão dos Estados Unidos de interromper seu apoio. O valor cortado chega a 600 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente 3,4 bilhões de reais. A mudança ocorre após o retorno de Donald Trump à presidência norte-americana, quando o país anunciou sua saída da entidade e suspendeu repasses.
Originalmente, a OMS havia planejado um orçamento de 5,3 bilhões de dólares para o período 2026-2027, mas, diante das circunstâncias, revisou a proposta para 4,9 bilhões e, posteriormente, para 4,2 bilhões. Essa queda representa uma diminuição de 21% em relação ao valor inicialmente projetado.

A situação se agrava com a diminuição de contribuições de outras nações, que têm direcionado seus investimentos para áreas como defesa. Como consequência, a organização precisará reduzir gastos em todas as suas esferas, incluindo a sede e os departamentos regionais.
Esse cenário preocupa, já que a OMS desempenha um papel fundamental no combate a crises sanitárias e no fortalecimento de sistemas de saúde ao redor do mundo. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade, ressaltou a necessidade de manter os programas prioritários, mesmo com as dificuldades financeiras. A falta de recursos pode comprometer a capacidade de resposta da organização em situações de emergência e no apoio a iniciativas globais de saúde.
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