Na próxima quarta-feira (9 de abril de 2025), o Tribunal Distrital da Flórida realizará uma audiência envolvendo Filipe Martins, ex-colaborador da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro. O processo judicial busca investigar supostas irregularidades em seu registro de entrada nos Estados Unidos, que teriam sido usadas para fundamentar sua prisão no Brasil.
Martins foi mantido preso por seis meses em 2024, sob decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que citou risco de fuga. A defesa alega que os dados migratórios americanos foram alterados indevidamente para justificar a prisão. Inicialmente, o sistema indicava que ele havia entrado nos EUA em dezembro de 2022, mas depois a informação foi corrigida, apontando agosto de 2019 como a última entrada.
O caso está ligado à Operação Tempus Veritatis, que apurou supostos atos golpistas após os eventos de 8 de janeiro de 2023. Martins é acusado de elaborar documentos que defendiam medidas antidemocráticas, apresentados a militares em dezembro de 2022.
Durante as investigações, a Polícia Federal afirmou que Martins teria viajado para Orlando no final de 2022, mas sua defesa contestou, apresentando registros de voo doméstico para Curitiba na mesma data. A Justiça solicitou confirmações à Latam e à operadora de telefonia, que corroboraram a versão do ex-assessor.
Em agosto de 2024, Moraes determinou sua soltura. Agora, a ação nos EUA pode trazer novos elementos sobre a suposta manipulação dos registros de imigração. O Departamento de Segurança Interna americano já retificou a data de entrada de Martins, levantando dúvidas sobre a origem das informações que embasaram sua prisão no Brasil.
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