Governo de Lula diz que EUA violaram regras da OMC com ‘tarifaço’”
O governo brasileiro manifestou descontentamento com a decisão dos Estados Unidos de estabelecer uma taxa adicional de 10% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano. A medida, anunciada nesta quarta-feira, dia 2, foi classificada como contrária aos acordos estabelecidos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e terá efeitos negativos sobre as vendas brasileiras para os EUA.
De acordo com informações oficiais do governo norte-americano, a balança comercial entre os dois países apresentou um superávit a favor dos EUA no ano passado, alcançando US$ 28,6 bilhões quando considerados bens e serviços. Diante desse cenário, a justificativa de que a nova tarifa visa equilibrar as relações comerciais foi considerada inconsistente pelo Brasil, que destacou o histórico de saldos positivos acumulados pelos EUA ao longo dos últimos 15 anos.
Em resposta, o governo brasileiro afirmou que tomará as medidas necessárias para proteger os interesses das empresas e trabalhadores nacionais, incluindo a possibilidade de recorrer à OMC. Além disso, ressaltou a disposição para manter o diálogo com as autoridades americanas a fim de reverter a decisão e minimizar seus impactos.
O comunicado também mencionou a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, como parte das estratégias para garantir relações comerciais justas.
A medida americana estabelece uma alíquota mínima de 10% sobre todos os produtos brasileiros, seguindo uma lista que leva em consideração as barreiras comerciais impostas por outros países. Enquanto nações como Camboja e China enfrentam tarifas mais elevadas, o Brasil foi incluído na lista com a taxa mínima.
Em declarações recentes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como injustificada qualquer medida retaliatória contra o Brasil, destacando o equilíbrio nas relações comerciais entre os dois países e a longa história de parceria. Ele reforçou que o Brasil tem potencial para ampliar seu comércio com os EUA, sem a necessidade de medidas unilaterais que prejudiquem as exportações.
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