Tragédia na BR-153: Piloto da Fórmula 1600 colide com caminhão; pai e filho morrem
Um trágico acidente na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), em Marília, no interior de São Paulo, resultou na morte de Eduardo Imamura, piloto de Fórmula 1600, de 35 anos, e de seu filho, Bento Imamura, de apenas 7 anos. O incidente ocorreu no sábado, 5 de abril de 2025, quando a caminhonete Volkswagen Amarok, conduzida por Eduardo, colidiu frontalmente com um caminhão que vinha no sentido oposto. O impacto, capturado por uma câmera no caminhão, destruiu totalmente o veículo da família, criando uma cena de devastação no quilômetro 218 da rodovia. Eduardo morreu no local, enquanto Bento, após lutar por três dias no Hospital das Clínicas de Marília, faleceu na madrugada de terça-feira, 8 de abril. A tragédia abalou tanto a comunidade automobilística quanto os moradores de Marília, gerando grande comoção nas redes sociais e muitas homenagens de amigos, colegas e admiradores.
Além de Eduardo e Bento, a caminhonete transportava Aline Imamura, esposa do piloto, de 38 anos, e outro passageiro de 25 anos. Ambos sofreram ferimentos, mas foram considerados em estado menos grave e receberam atendimento médico. O motorista do caminhão saiu ileso, e o teste do bafômetro realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que ele não havia consumido álcool. A rodovia precisou ser parcialmente interditada por cerca de uma hora para que o trabalho de resgate e a perícia pudessem ser realizados, e as causas do acidente ainda estão sob investigação. O vídeo gravado mostra a Amarok invadindo a pista contrária momentos antes da colisão, mas o motivo dessa manobra ainda está sendo analisado pela Polícia Civil e pela Polícia Técnico-Científica.
A perda de Eduardo e Bento, em questão de dias, transformou o que seria uma viagem familiar em uma tragédia que comoveu toda a região. O velório de Bento ocorreu na terça-feira, 8 de abril, a partir das 12h, na sala Master do Velório da Saudade, com sepultamento às 17h no Cemitério da Saudade. Já o corpo de Eduardo foi sepultado no domingo, 6 de abril, no mesmo cemitério, em uma cerimônia repleta de homenagens de amigos e colegas do automobilismo. A família, bastante conhecida em Marília pelo envolvimento de Eduardo no automobilismo, recebeu mensagens de solidariedade de todas as partes do Brasil.
Primeiros detalhes sobre o acidente
O sábado, 5 de abril, parecia ser apenas mais um dia comum para a família Imamura, mas a tragédia aconteceu às 15h33, conforme registrado pela câmera do caminhão. Eduardo, piloto experiente da Fórmula 1600, estava dirigindo a caminhonete no sentido Marília-Lins, quando, por motivos ainda não explicados, o veículo cruzou a linha divisória da BR-153 e colidiu frontalmente com o caminhão. O impacto foi tão forte que a Amarok capotou, deslizou por cerca de 70 metros e saiu da pista, enquanto o caminhão colidiu com um barranco e parou no acostamento. O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente, mas, apesar das tentativas de reanimação, Eduardo não resistiu aos ferimentos.
Bento, gravemente ferido, foi levado em estado crítico ao Hospital das Clínicas de Marília, onde ficou internado na UTI pediátrica. A equipe médica tentou estabilizá-lo, mas seus ferimentos, associados à gravidade de sua condição, levaram à sua morte na madrugada de terça-feira, 8 de abril. A esposa de Eduardo, Aline, e o outro ocupante da caminhonete sofreram apenas escoriações e lesões leves. Ambos foram atendidos e, após o tratamento, receberam alta, mas ficaram profundamente abalados pela tragédia.
A Polícia Rodoviária Federal informou que a falta de marcas de frenagem no local sugere que o acidente aconteceu de forma abrupta. Peritos da Polícia Técnico-Científica coletaram provas, incluindo destroços dos veículos e imagens das câmeras, para determinar se houve falha mecânica, erro humano ou outros fatores que contribuíram para o acidente. Enquanto isso, a notícia da morte de Eduardo se espalhou rapidamente, alcançando amigos e colegas do automobilismo antes da confirmação do falecimento de Bento.

Imagens do acidente na BR-153
O vídeo registrado pela câmera do caminhão oferece uma visão chocante do momento da colisão. Ele mostra o caminhão circulando pela rodovia quando, de forma repentina, a Amarok invade a faixa oposta e bate de frente na lateral esquerda do caminhão. O impacto levanta uma grande nuvem de poeira, e o motorista do caminhão, sem tempo de reagir, tenta frear, mas não consegue evitar a batida. A caminhonete, completamente destruída, evidenciou a gravidade do acidente, que deixou poucas chances de sobrevivência para seus ocupantes.
Testemunhas relataram que viram os esforços de resgate, com bombeiros trabalhando para retirar as vítimas dos destroços. O caminhoneiro, embora abalado, saiu ileso e prestou depoimento à polícia, afirmando que não havia como desviar. A BR-153, uma rodovia de pista simples e tráfego intenso, já é conhecida por acidentes graves, mas este caso ganhou notoriedade pela perda de duas vidas de uma mesma família, além do fato de Eduardo Imamura ser um nome conhecido na região.
A perícia ainda analisa possíveis causas, como distração do motorista, falha nos freios ou condições da pista. Outro vídeo, capturado de uma perspectiva diferente pelo sistema de segurança do caminhão, reforça que a Amarok invadiu a pista contrária, mas não explica o motivo. Enquanto as investigações seguem, a Polícia Civil iniciou um inquérito para apurar responsabilidades e registrou o caso como homicídio culposo no trânsito, aguardando os laudos finais.
Quem era Eduardo Imamura
Eduardo Imamura, de 35 anos, era um nome bastante conhecido no automobilismo brasileiro, especialmente na Fórmula 1600, categoria em que competia desde 2020. Natural de Marília, iniciou sua carreira no esporte a motor ainda jovem, com passagens pelo kart e motocross, antes de migrar para os monopostos. Sua estreia em Interlagos, em 2018, foi marcada por um desempenho promissor, com pódios logo no início. Em 2021, conquistou o Campeonato Paulista na categoria GP, destinada a pilotos iniciantes, e, em 2023, venceu a Copa do Brasil de Fórmula 1600, consolidando-se como um grande talento local.
Vice-campeão paulista em 2020.
Campeão paulista em 2021.
Vencedor da Copa do Brasil em 2023.
Apaixonado por velocidade, Eduardo também era conhecido por sua dedicação à família. Em suas redes sociais, compartilhava frequentemente momentos com a esposa Aline e o filho Bento, como uma foto transformada em desenho publicada poucas horas antes do acidente. Sua última mensagem pública foi um convite para uma prova em Interlagos, refletindo o entusiasmo que o acompanhava, tanto dentro quanto fora das pistas.
Repercussão no automobilismo
A morte de Eduardo Imamura gerou uma onda de homenagens de pilotos, equipes e fãs do automobilismo. João Guimarães, colega da Fórmula 1600, destacou a perda de um amigo e talento, lembrando a energia que Eduardo levava às corridas. A equipe San Race, pela qual ele competiu em 2023 e 2024, emitiu uma nota de pesar, oferecendo apoio à família e exaltando o legado do piloto. Em Interlagos, onde ele fez história como o primeiro mariliense a vencer uma prova oficial, a ausência de Imamura foi sentida como uma grande perda no grid.
Amigos de pista relembraram momentos marcantes, como sua estreia em 2018, quando terminou em quinto lugar nas duas corridas do Campeonato Paulista. Outros destacaram sua humildade e paixão, características que o tornaram querido no meio. A Maverick Race, equipe que o acolheu nos primeiros anos de sua carreira, também lamentou a tragédia, lembrando o empenho que ele teve ao competir. O automobilismo brasileiro, ainda em choque, está se preparando para homenagens nas próximas etapas da temporada.
Nas redes sociais, a comoção tomou conta. Mensagens de apoio à família se multiplicaram, com a conta oficial de Eduardo confirmando as mortes e pedindo orações. Fãs compartilharam fotos e vídeos das corridas de Eduardo, e a comoção ultrapassou os limites de Marília, alcançando pilotos e entusiastas de todo o país, que reconheceram em Imamura um exemplo de paixão e determinação pelo esporte.
Os últimos dias de Bento
Após o acidente, Bento Imamura, de apenas 7 anos, tornou-se o foco da esperança da família e amigos. Levado em estado gravíssimo, ele foi internado na UTI do Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu sob cuidados intensivos. Durante três dias, a equipe médica lutou para estabilizá-lo, mas a gravidade dos ferimentos comprometeu suas chances de recuperação. Sua morte foi confirmada na noite de 7 de abril, às 22h, e comunicada à Polícia Civil, que atualizou o registro do caso.
A luta de Bento comoveu todos, e pedidos de oração se espalharam nas redes sociais, com postagens de amigos e familiares pedindo forças para o menino. Uma mensagem no perfil de Eduardo, postada após sua morte, descreveu a batalha de Bento como corajosa, mas anunciou seu falecimento com uma mensagem de paz. O velório e sepultamento, realizados no dia seguinte, reuniram familiares e amigos em um adeus marcado pela dor de perder pai e filho em tão pouco tempo.
O impacto da tragédia foi enorme em Marília, onde Bento era conhecido como o filho sorridente de um ídolo local. Recentes fotos de seu aniversário, em 2 de abril, circularam amplamente, aumentando ainda mais a tristeza da comunidade. A morte de Bento elevou para 11 o número de vítimas fatais no trânsito da cidade em 2025, destacando a gravidade dos acidentes na região.
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