1,2 milhão já pediram cancelamento de descontos indevidos entre 2023 e 2024 no INSS
Nos últimos 18 meses, um volume impressionante de reclamações chegou ao INSS, totalizando mais de 1,2 milhão de solicitações para reverter cobranças irregulares em benefícios previdenciários. A CGU, responsável por monitorar esses casos, identificou um aumento preocupante no número de ocorrências, especialmente no início de 2024, quando foram registradas 742 mil demandas – um salto significativo em comparação aos períodos anteriores.
As autoridades suspeitam de uma possível ação coordenada para desviar recursos, já que a maioria dos beneficiários afirmou nunca ter concordado com os descontos. Uma investigação detalhada, concluída no ano passado, mostrou que quase todos os entrevistados desconheciam as cobranças ou qualquer vínculo com sindicatos e associações mencionadas.
Diante disso, uma operação conjunta entre a CGU e a Polícia Federal foi iniciada para apurar as irregularidades. Onze organizações estão no centro das investigações, acusadas de reter valores sem autorização. Enquanto isso, o INSS adotou medidas emergenciais, como a suspensão de novos descontos e a implementação de um sistema mais rigoroso de validação, incluindo biometria e assinatura digital.
Os valores indevidamente cobrados serão devolvidos aos aposentados e pensionistas ainda neste ano, junto com os pagamentos regulares e o abono anual. O montante envolvido é expressivo: em apenas três anos, os descontos ilegais ultrapassaram a marca de bilhões de reais, evidenciando a dimensão do problema.
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