Ex-primeira-dama do Peru deve ser convocada por ser ‘arquivo vivo’ da Lava Jato
A Comissão de Direitos Humanos do Senado pode solicitar que Nadine Heredia, antiga primeira-dama peruana, preste depoimento sobre seu suposto papel no caso de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht, além de suas conexões políticas com o atual governo brasileiro. As investigações conduzidas pela Operação Lava Jato resultaram em sua condenação a 15 anos de prisão.
Atualmente, Heredia encontra-se no Brasil sob asilo concedido pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seu nome foi citado durante recente reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado, onde o senador Magno Malta (PL-ES) questionou a proximidade do governo com figuras associadas a escândalos políticos. O parlamentar também alertou para possíveis ameaças à vida da ex-primeira-dama, devido a seu conhecimento sobre participantes do esquema de corrupção.
“Ela não foi trazida ao país sem motivo. É uma fonte de informações valiosas”, declarou Malta, referindo-se ao deslocamento de Heredia pela Força Aérea Brasileira (FAB).
O senador afirmou que já preparou um pedido formal para que Heredia seja ouvida pelo Senado e que também está em andamento uma medida para garantir sua proteção. “A solicitação de convocação está finalizada, mas ainda precisamos determinar sua localização. O pedido de segurança também está pronto, considerando sua condição de testemunha-chave”, explicou Malta em entrevista.
O documento deve ser oficializado na próxima segunda-feira (5), seguido de votação pelo colegiado. As acusações contra Heredia incluem o recebimento de recursos ilícitos da Odebrecht para financiar campanhas políticas no Peru, conforme apurado pela Lava Jato.
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