O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, avança em sua política de revisão de tarifas comerciais, pressionando outros países a reduzir taxas sobre produtos dos EUA enquanto impõe barreiras mais altas às importações.
Nesta segunda-feira (12 de maio de 2025), Estados Unidos e China divulgaram um entendimento temporário, válido por três meses. O texto completo do comunicado está disponível em PDF (44 KB). Poucos dias antes, na quinta-feira (8 de maio), um novo acordo comercial foi firmado com o Reino Unido.
O valor exato das tarifas não é o ponto central. O que Trump quer deixar claro é que sua abordagem segue a mesma lógica de seus negócios: maximizar ganhos, minimizar custos.
Sua tática é direta e repetida há anos: ameaçar, negociar e, no final, anunciar vitória. No mundo real, porém, a economia é mais complexa. Fatores como desaceleração do crescimento ou aumento do desemprego podem surgir como efeitos colaterais, mas, para o presidente e parte de seus apoiadores, o que importa é a narrativa de fortalecimento dos EUA no longo prazo.
O declínio do multilateralismo
Alguns analistas, como um recente artigo do *Financial Times* (acesso restrito), criticam os países que cedem às exigências de Trump, argumentando que isso enfraquece a cooperação global e a economia internacional.
No entanto, o enfraquecimento das negociações multilaterais não é novidade. Esperar uma reversão rápida desse cenário parece pouco realista. O multilateralismo já perde força há anos, e Trump apenas aproveita a tendência, moldando-a a seu favor e transformando cada passo em uma suposta vitória.
Sem comentários! Seja o primeiro.